O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) determinou que a Rede Amazônica, retransmissora da TV Globo, receba e veicule imediatamente as inserções de propaganda eleitoral gratuita dos candidatos Hildon Chaves (Governo) e Silvia Cristina e Mariana Carvalho, que concorrem ao Senado. A decisão é liminar e também prevê multa de R$ 10 mil por cada inserção não veiculada ou recusada após a emissora tomar conhecimento da decisão, limitada a R$ 150 mil.
A decisão é do juiz Audarzean Santana da Silva, tomada após representação apresentada pela coligação “Rondônia com a Força do Trabalho e da União” contra a emissora. A ação teve origem na recusa no recebimento das mídias destinadas à propaganda eleitoral gratuita.
A coligação afirmou ter encaminhado na última segunda-feira (24) o formulário de credenciamento exigido para entrega do material eleitoral. Ao tentar enviar os arquivos de propaganda na quinta-feira (27), houve recusa da Rede Amazônica sob a justificativa de inexistência de cadastro ou de pessoa credenciada em nome da coligação.
A coligação apresentou cópias e registros de e-mails para provar que havia enviado as mídias e os mapas de inserção diretamente à Rede Amazônica.
Ao analisar o pedido, Audarzean Santana considerou demonstrado, em exame preliminar, que a coligação cumpriu a exigência de credenciamento estabelecida na audiência pública realizada em 20 de agosto. A decisão registra que a ficha foi encaminhada no dia 24 para a Record News/SIC TV, emissora geradora sorteada, e que o formulário continha os dados e e-mails autorizados para a entrega das propagandas.
O relator também registrou que, no dia 27, a coligação enviou o e-mail de disponibilização das inserções e dos mapas de veiculação diretamente ao contato operacional indicado da Rede Amazônica e ao endereço partidário da emissora. Para o magistrado, os documentos apresentados indicam que a coligação cumpriu as providências.
A decisão diz que as regras estabelecidas na audiência pública exigiam o credenciamento perante a emissora geradora até 24 de agosto. Segundo o relator, essa exigência foi atendida, o que demonstrou plausibilidade jurídica no pedido apresentado pela coligação.
Ao reconhecer também a urgência do pedido, Audarzean afirmou que a perda de inserções durante o período oficial de campanha produz prejuízo de difícil reparação porque reduz a exposição dos candidatos perante o eleitorado. O relator considerou que uma decisão apenas ao final do processo poderia ser ineficaz diante da duração limitada do período eleitoral.
Com a liminar, a Rede Amazônica deverá receber e processar imediatamente os mapas de mídia e os arquivos eletrônicos encaminhados pela coligação e passar a veicular regularmente as inserções de Hildon Chaves, Silvia Cristina e Mariana Carvalho a partir da grade horária imediatamente posterior à intimação da decisão.
O TRE também determinou que, caso seja constatado prejuízo após apuração técnica, a emissora faça a compensação do tempo perdido em razão da recusa. A ordem alcança as inserções não transmitidas desde 28 de agosto, que deverão ser exibidas na programação normal imediatamente após o horário eleitoral regular, com os custos técnicos da exibição extraordinária assumidos pela emissora.
Para assegurar o cumprimento, foi estabelecida multa de R$ 10 mil por cada inserção não veiculada ou recusada depois da notificação da decisão, até o limite de R$ 150 mil.
Prisão ocorreu na região central da capital durante ação da Operação Protetor das Fronteiras; segundo a polícia, drogas sintéticas também foram encontradas na casa do investigado.
Agentes do Departamento de Narcóticos (DENARC) realizaram a prisão de um homem de 33 anos suspeito de envolvimento com o tráfico de entorpecentes sintéticos na área central de Porto Velho, em Rondônia. A ação faz parte da Operação Protetor das Fronteiras, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça para o combate ao crime organizado e ao tráfico interestadual.
Dinâmica da abordagem
Segundo informações oficiais divulgadas pela polícia, a equipe realizava diligências quando abordou o suspeito no momento em que ele realizaria a entrega de uma porção de MDMA. Ao notar a presença dos agentes, o homem teria tentado descartar o material ilícito, arremessando-o ao solo, porém a substância foi prontamente recuperada pela equipe policial.
Apreensão de entorpecentes
Após a abordagem inicial, os policiais deram continuidade às investigações e realizaram buscas na residência do investigado. No local, foram localizadas outras cinco porções de MDMA e 13 pontos de LSD. De acordo com os dados levantados pelo departamento, o valor de mercado dessas substâncias em ambientes de festas rave é elevado: uma porção de MDMA pode ser comercializada por cerca de R$ 200, enquanto cada ponto de LSD é negociado por aproximadamente R$ 50.
Investigação em curso
O DENARC informou que o homem já era alvo de monitoramento por parte dos investigadores. A suspeita é de que ele atuasse de forma recorrente na distribuição de drogas sintéticas em eventos do tipo rave na capital rondoniense. Após a prisão em flagrante, o suspeito foi conduzido à delegacia especializada para os procedimentos legais cabíveis e permanece à disposição da Justiça para o prosseguimento das investigações.
Policiais Federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão na nona fase da Operação Unha e Carne, nesta quinta-feira (29), na cidade do Rio de Janeiro.
A ação investiga crimes de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de organização criminosa, por meio de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e aeronaves executivas registradas em nome de “laranjas”.
De acordo com a Polícia Federal (PF), o grupo é suspeito de registrar bens e valores em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, a fim de ocultar os verdadeiros proprietários.
A investigação apurou também o uso de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade e o emprego de empresas nacionais e estrangeiras, inclusive em paraísos fiscais.
Também há indícios do envolvimento de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.
Fase anterior
Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A oitava fase da operação Unha e Carne resultou na prisão de um ex-prefeito de município da Baixada Fluminense e um ex-secretário da Polícia Civil fluminense.