O prefeito de Cacoal, Tony Pablo, tem razão quando resolveu denunciar a gestão do antecessor, Adailton Fúria, para não se enrolar com os órgãos de controle. No mês de abril, quando atacado por aliados do ex-prefeito, Pablo se defendeu reafirmando a informação do rombo de R$ 8 milhões na Saúde pública de Cacoal, segundo matéria veiculada no Rondoniagora. Agora o Tribunal de Contas de Rondônia também entrou na esfera política de Fúria, exigindo explicações para má gestão em Cacoal.
Segundo o TCE, Fúria precisa esclarecer três constatações técnicas feitas pela equipe de auditoria, também chamadas pela Corte de “achados”, encontradas em sua gestão no ano de 2025. A principal é a insuficiência financeira no valor de R$ 743.315,53 para a cobertura de obrigações registradas até 31 de dezembro de 2025. A equipe apontou a ausência de envio de dados ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro e o não atingimento das metas de resultados nominal e primário fixadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
A imprensa regional explorou o processo. Veja a análise do site Rondônia Dinâmica sobre o assunto abaixo:
Apontamentos da auditoria
A determinação foi expedida no processo nº 00791/26/TCE-RO, classificado como acompanhamento de gestão, na subcategoria prestação de contas. A Decisão Monocrática nº 0094/2026 foi proferida pelo conselheiro substituto Omar Pires Dias, relator em substituição por vacância, e está datada de 27 de junho de 2026. O documento foi assinado eletronicamente em 29 de junho.
Embora Tony Pablo ocupe atualmente o cargo de prefeito de Cacoal, após ter assumido a chefia do Executivo com a renúncia de Adailton Fúria, a decisão do TCE-RO não atribui a ele responsabilidade pessoal pelos achados examinados no processo. O responsável expressamente identificado é Adailton, na condição de prefeito e ordenador de despesas durante o exercício de 2025.
A citação também foi direcionada nominalmente ao ex-prefeito. Adailton terá prazo improrrogável de 30 dias para apresentar razões de justificativa, esclarecimentos e documentos relacionados aos três achados de auditoria. Tony Pablo não aparece entre os responsáveis citados nem como destinatário do mandado de audiência expedido pelo relator.
Os procedimentos abrangeram os balanços orçamentário, financeiro e patrimonial, a demonstração das variações patrimoniais, os fluxos de caixa e a legalidade dos atos administrativos relacionados à execução das contas municipais.
A fiscalização também buscou verificar se o Balanço Geral do Município representava adequadamente a posição financeira, orçamentária e patrimonial de Cacoal em 31 de dezembro de 2025, conforme as normas de Direito Financeiro mencionadas no processo.
Irregularidades
Ao final da instrução preliminar, o corpo técnico relacionou três impropriedades ou irregularidades. Elas foram classificadas com o Achado A1, referente à ausência de envio de dados ao Siconfi; Achado A2, relacionado à insuficiência financeira para cobrir passivos; e Achado A3, decorrente do não atingimento das metas de resultados nominal e primário previstas na legislação municipal.
O Achado A2 foi apontado pela equipe técnica como o de maior gravidade. Segundo o relatório, a ocorrência poderá resultar em opinião adversa sobre a execução orçamentária e a gestão fiscal dos recursos públicos, além de possibilitar a emissão de parecer desfavorável às contas de governo.
Essa consequência ainda não foi aplicada. A própria decisão determina a abertura do contraditório e da ampla defesa antes de qualquer deliberação definitiva sobre o mérito das contas de 2025.
A insuficiência financeira de R$ 743.315,53 foi identificada depois que a unidade técnica recalculou o demonstrativo da disponibilidade de caixa e dos restos a pagar, considerando as diferentes fontes de recursos utilizadas pelo município.
O confronto realizado pela auditoria considerou os valores disponíveis e as obrigações financeiras assumidas até 31 de dezembro de 2025. A partir dessa comparação, a equipe concluiu que os recursos disponíveis não seriam suficientes para cobrir integralmente os passivos financeiros registrados.
De acordo com a análise, o resultado apurado está vinculado a uma superavaliação das disponibilidades de caixa no valor de R$ 1.342.602,68. A diferença foi identificada na conciliação da conta corrente nº 16129-2, mantida na agência 1179-7 do Banco do Brasil e vinculada à fonte de recursos 1500.
A equipe técnica registrou que lançamentos decorrentes de sequestros judiciais foram computados como valores disponíveis em caixa. O apontamento foi fundamentado no Demonstrativo de Disponibilidade de Caixa, na Conciliação Bancária e no Anexo I de Saldo de Caixa incorporados aos autos.
O relatório também consignou que o cálculo realizado para apurar a insuficiência financeira não identificou fontes vinculadas com disponibilidade negativa. Diante desse resultado, a unidade técnica considerou dispensável a análise de convênios não repassados.
A possível irregularidade foi relacionada aos artigos 1º, parágrafo 1º, 9º e 42 da Lei Complementar Federal nº 101/2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Os dispositivos mencionados no processo tratam do equilíbrio das contas públicas e da assunção de obrigações de despesa sem disponibilidade financeira suficiente para o cumprimento dos compromissos dentro do exercício ou no exercício seguinte.
Dados técnicos
O primeiro achado de auditoria envolve a ausência de transmissão da Matriz de Saldos Contábeis de encerramento do exercício de 2025 ao Siconfi.
A Matriz de Saldos Contábeis utiliza estrutura padronizada e baseada no Plano de Contas Aplicado ao Setor Público. Ela reúne informações contábeis, orçamentárias e fiscais empregadas na consolidação das contas públicas.
Segundo a decisão, uma consulta direta ao sistema indicou que o Município de Cacoal não havia transmitido a matriz de encerramento daquele exercício.
A ausência de envio foi relacionada ao artigo 163-A da Constituição Federal, ao parágrafo 2º do artigo 48 da Lei de Responsabilidade Fiscal, à Portaria nº 642/2019 da Secretaria do Tesouro Nacional e à Instrução Normativa nº 58/2017 do TCE-RO.
A decisão registra que os municípios devem disponibilizar informações contábeis, orçamentárias e fiscais em meio eletrônico, observando a periodicidade e os formatos estabelecidos pelo órgão central de contabilidade da União.
O envio das informações também permite que a Secretaria do Tesouro Nacional faça a consolidação das contas nacionais e produza estatísticas fiscais a partir dos dados encaminhados pelos entes públicos.
A responsabilidade pelo esclarecimento foi atribuída a Adailton Fúria porque ele exercia a chefia do Poder Executivo e a função de ordenador de despesas no período abrangido pela prestação de contas.
O relatório relaciona ao então gestor o dever de governança sobre as rotinas administrativas e os controles internos destinados ao cumprimento das obrigações dos setores de contabilidade.
A terceira ocorrência trata do não atingimento das metas de resultados nominal e primário estabelecidas na Lei Municipal nº 5.708/PMC/2025, correspondente à Lei de Diretrizes Orçamentárias retificada.
Os dados analisados foram extraídos do Relatório Resumido da Execução Orçamentária. Conforme os cálculos apresentados no processo, o resultado nominal encerrou o exercício com valor negativo de R$ 18.852.992,01.
A meta estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias era de resultado negativo de R$ 15.632.347,81. O valor efetivamente registrado ultrapassou o limite previsto no planejamento fiscal municipal.
Em relação ao resultado primário, a legislação previa um saldo positivo de R$ 7.034.000. Ao final do período, porém, foi registrado déficit de R$ 9.708.881,45.
O apontamento foi fundamentado nos artigos 4º, parágrafo 1º, 9º e 59, inciso I, da Lei de Responsabilidade Fiscal, que tratam da definição, fiscalização e acompanhamento das metas previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
O relatório técnico considerou necessária a apresentação de esclarecimentos sobre as medidas adotadas pela administração diante dos resultados fiscais registrados no exercício.
Ao analisar a instrução, o relator acolheu preliminarmente os fundamentos apresentados pelo corpo técnico em relação aos três achados. A decisão considerou que as ocorrências estavam apoiadas em critérios legais, evidências documentais e elementos que justificavam a abertura do contraditório.
O TCE-RO definiu a responsabilidade processual de Adailton Fúria e determinou sua citação por meio de mandado de audiência. A medida permite que o ex-prefeito apresente defesa antes da análise definitiva das contas.
O prazo concedido é de 30 dias e será contado conforme as regras do Regimento Interno do Tribunal. A manifestação poderá ser acompanhada dos documentos que o ex-gestor considerar necessários para contestar, explicar ou esclarecer os apontamentos.
A citação deverá ser acompanhada de cópias do relatório técnico e da decisão. Caso Adailton não seja localizado, o Departamento do Pleno foi autorizado a promover a citação por edital.
A decisão também advertiu que a falta de atendimento à citação poderá levar à revelia, nos termos do Regimento Interno do TCE-RO.
Encerrado o prazo, com ou sem a apresentação da defesa, o processo será encaminhado novamente à Secretaria-Geral de Controle Externo. A unidade responsável deverá examinar as justificativas e verificar se os achados permanecem ou foram superados pelos documentos apresentados.
Depois dessa análise, os autos deverão ser remetidos ao Ministério Público de Contas para emissão de parecer regimental. Na sequência, o processo retornará ao relator para prosseguimento da apreciação.
A atual condição de Tony Pablo como prefeito não modifica o destinatário da citação expedida no processo. A decisão examina fatos relacionados ao exercício de 2025 e identifica Adailton Fúria como o agente responsável pelas contas e pelos esclarecimentos exigidos nessa fase processual.
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (26/6), a Operação Contragambito, visando a coleta de provas em investigação que apura crimes de fraudes bancárias, uso de documentos falsos, organização criminosa e lavagem de capitais.
Com as investigações, que contaram com o apoio da Centralizadora de Inteligência de Segurança da Caixa Econômica Federal, foram obtidos indícios que indicaram a existência de organização criminosa voltada a prática de fraudes, mediante a utilização de documentos falsos, em especial em detrimento de instituições financeiras situadas no Estado de Rondônia.
As diligências permitiram identificar elementos que apontam, em tese, a prática de ao menos 34 fraudes bancárias, além dos crimes de constituição de organização criminosa e lavagem de capitais, sendo apurada a obtenção de vantagem ilícita pelos investigados que superaria R$ 780 mil.
Após representação perante o Poder Judiciário, nesta sexta-feira (26/6), foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Porto Velho/RO, bem como quatro mandados de prisão preventiva. Além de ter sido determinada a medida cautelar de sequestro de bens, direitos e valores de investigados. Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos aparelhos eletrônicos dos investigados, documentos, duas motocicletas e um veículo
Os investigados poderão responder, na medida de suas condutas, pelos crimes de estelionato, uso de documentos falsos, organização criminosa e lavagem de capitais, sem prejuízo da apuração de outros delitos eventualmente identificados no curso da investigação.
Um grave acidente de trânsito tirou a vida de um jovem de 20 anos na noite desta sexta-feira (03), na Linha P-40, zona rural de Alto Alegre dos Parecis.
A vítima foi identificada como Daniel Tessaro de Souzade 20 anos. De acordo com as primeiras informações, ele conduzia uma motocicleta Honda NXR Bros pela estrada rural quando, por circunstâncias que ainda serão esclarecidas, colidiu frontalmente com um caminhão.
Com a violência do impacto, o motociclista foi arremessado ao solo e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.
A Polícia Militar foi acionada, realizou o isolamento da área e registrou a ocorrência. Na sequência, equipes da Polícia Científica compareceram ao local para realizar a perícia, que deverá apontar as causas e a dinâmica do acidente.
Após a conclusão dos trabalhos periciais, o corpo foi liberado para os procedimentos funerários.
As circunstâncias da colisão serão investigadas pelas autoridades competentes. A morte do jovem causou grande comoção entre familiares, amigos e moradores de Alto Alegre dos Parecis.
Falar sobre dinheiro dentro de casa nem sempre é uma conversa confortável, mas é uma das mais importantes que uma família pode ter. Planejar as finanças não é apenas sobre acumular patrimônio ou investir bem, é também sobre se preparar para os imprevistos que, mais cedo ou mais tarde, atravessam a vida de qualquer família: uma demissão inesperada, um problema de saúde, ou a perda de alguém querido.
Este conteúdo reúne as principais decisões financeiras que ajudam a proteger a família em momentos difíceis, da reserva de emergência ao planejamento de decisões que, embora desconfortáveis de pensar, trazem alívio real quando mais se precisa.
O cenário financeiro brasileiro em 2026 exige mais atenção
O momento atual da economia brasileira reforça a importância de ter esse planejamento bem estruturado. Segundo o Boletim Focus, referência de mercado para projeções econômicas, a taxa Selic deve permanecer em níveis historicamente altos durante 2026, com expectativa de 12,25% ao ano, enquanto o IPCA deve alcançar 4,05% em 2026, acima da meta central de 3% estabelecida pelo Banco Central. Isso significa que o custo de vida das famílias brasileiras continua sob pressão, o que torna o planejamento financeiro ainda mais necessário.
O mercado de seguros também reflete essa mudança de comportamento. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras mostram que o mercado de seguros deve crescer cerca de 8% em 2026, impulsionado pela digitalização dos serviços, mudanças no comportamento do consumidor e maior conscientização sobre a importância da prevenção, com o setor tendo movimentado R$ 376,17 bilhões entre janeiro e novembro de 2025.
Apesar desse crescimento, ainda existe uma lacuna significativa de proteção entre as famílias brasileiras. Segundo dados da Fenaprevi, apenas 18% dos brasileiros adultos possuem seguro de vida, mesmo com o setor tendo arrecadado R$ 20,3 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa diferença mostra que, embora o mercado esteja crescendo, a maioria das famílias ainda não incorporou esse tipo de proteção ao seu planejamento.
Reserva de emergência: o primeiro pilar de qualquer planejamento
Antes de pensar em proteções mais específicas, a maioria dos educadores financeiros recomenda começar pelo básico: ter uma reserva de emergência bem estruturada. Ela funciona como uma rede de segurança para imprevistos do dia a dia, evitando que a família precise recorrer a empréstimos ou vender investimentos em um momento desfavorável.
Não existe um valor único que sirva para todas as famílias, mas a referência mais utilizada por educadores financeiros é calcular com base nos custos mensais totais, e não na renda. De forma geral, recomenda-se ter de 6 a 12 meses de despesas essenciais guardadas, sendo que, quanto maior a instabilidade da renda familiar, como no caso de autônomos e freelancers, maior deve ser essa reserva.
Um ponto importante sobre a reserva de emergência é que ela deve priorizar liquidez e segurança, não rentabilidade máxima. O dinheiro precisa estar disponível rapidamente, sem risco de perdas, já que sua função não é fazer o patrimônio crescer, mas sim garantir tranquilidade no momento em que algo sair do planejado.
Decisões antecipadas que aliviam a família em momentos difíceis
Existe uma categoria de planejamento financeiro que muitas famílias deixam de lado justamente por envolver assuntos desconfortáveis de pensar, como a morte ou a invalidez de um membro da família. No entanto, é exatamente nesse tipo de decisão antecipada que está um dos maiores atos de cuidado que alguém pode ter com quem ama.
O seguro de vida é um dos instrumentos mais conhecidos dentro desse planejamento. Segundo especialista do setor, o seguro de vida é uma ferramenta de planejamento que funciona antes do pior acontecer, e que garante tranquilidade para quem fica. Na prática, ele garante liquidez imediata aos beneficiários em caso de falecimento do segurado, sem a necessidade de processo de inventário, o que costuma ser longo e custoso no Brasil.
Outra decisão antecipada que vale considerar é o planejamento dos próprios planos funerais. Embora seja um assunto que poucas famílias gostam de discutir, organizar essa questão com antecedência evita que parentes precisem tomar decisões importantes, e muitas vezes caras, em meio à dor da perda. Saber de antemão como esse momento será conduzido, com que recursos e seguindo quais preferências, transforma uma decisão difícil em algo já resolvido, permitindo que a família foque apenas em se apoiar mutuamente quando mais precisa disso.
Seguros contra doenças graves: uma tendência que cresce no Brasil
Outro movimento importante dentro do planejamento financeiro familiar em 2026 é a busca crescente por proteção contra doenças graves, refletindo uma mudança na forma como as famílias brasileiras encaram os riscos financeiros. Segundo dados do setor, os seguros contra doenças graves registraram alta de 21% no primeiro trimestre de 2026, puxados pela pressão dos custos hospitalares e pelo receio de perda de renda em casos de afastamento prolongado do trabalho.
Esse movimento mostra que o seguro deixou de ser visto apenas como proteção em caso de morte e passou a funcionar também como mecanismo de defesa patrimonial diante do aumento dos custos médicos e da insegurança econômica geral. Para muitas famílias, a possibilidade de uma doença grave comprometer a renda principal da casa é um risco tão real quanto o falecimento de um provedor, e merece ser considerado dentro do mesmo planejamento.
Como conversar em família sobre planejamento financeiro
Falar sobre esses temas dentro de casa exige sensibilidade, mas evitar a conversa não torna os riscos menos reais, apenas posterga decisões que, eventualmente, precisarão ser tomadas, muitas vezes em um momento de maior fragilidade emocional. Alguns caminhos ajudam a tornar essa conversa mais natural:
Escolher um momento tranquilo, sem pressa, para abordar o assunto, evitando associá-lo apenas a situações de crise ou doença.
Falar sobre o tema como ato de cuidado, e não como assunto burocrático ou desconfortável, ajudando a família a entender o propósito por trás dessas decisões.
Envolver todos os membros relevantes da família nas decisões, especialmente quando envolvem beneficiários de seguros ou preferências sobre planos funerais.
Revisar o planejamento periodicamente, já que mudanças na vida familiar, como nascimento de filhos ou mudança de renda, podem exigir ajustes nas proteções já contratadas.
Buscar orientação profissional, especialmente para entender as opções de seguros, investimentos e planejamento sucessório disponíveis para a realidade específica da família.
Vale lembrar que este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação de um profissional qualificado. Cada família tem uma realidade financeira única, e decisões como contratação de seguros, definição de valores de reserva e investimentos devem ser tomadas com apoio de um assessor financeiro ou planejador certificado, considerando a situação específica de cada pessoa.
Proteger quem você ama vai muito além de deixar dinheiro guardado. Envolve organizar decisões com antecedência, conversar abertamente sobre temas difíceis e garantir que, quando o imprevisto chegar, a família tenha clareza sobre o que fazer, em vez de precisar resolver tudo sozinha em um momento de dor ou urgência.
Perguntas frequentes
Por onde devo começar meu planejamento financeiro familiar?
A maioria dos educadores financeiros recomenda começar pela reserva de emergência, já que ela cobre imprevistos do dia a dia antes de se pensar em proteções mais específicas, como seguros ou investimentos de longo prazo.
Seguro de vida é só para quem tem filhos?
Não necessariamente. Embora seja especialmente recomendado para quem tem dependentes financeiros, o seguro de vida também pode ser útil para cobrir dívidas, despesas de inventário ou garantir suporte financeiro a outros familiares, como pais ou cônjuges.
Planejar antecipadamente um plano funeral é um assunto só para pessoas mais velhas?
Não. Embora seja mais comum associar esse tipo de planejamento a pessoas de mais idade, organizar esse aspecto com antecedência é uma decisão que qualquer adulto pode tomar, como parte de um cuidado mais amplo com a própria família.
Quanto da minha renda devo destinar ao planejamento financeiro familiar?
Não existe uma porcentagem única, já que depende da renda, das despesas fixas e dos objetivos de cada família. O ideal é começar organizando o orçamento atual e, a partir disso, definir quanto é possível destinar à reserva de emergência e a proteções como seguros.
É necessário contratar um profissional para fazer esse planejamento?
Não é obrigatório, mas costuma ser recomendado, especialmente para decisões mais complexas, como escolha de seguros, planejamento sucessório ou definição de investimentos. Um profissional certificado pode ajudar a adequar as escolhas à realidade específica de cada família.