A PM rondoniense apreendeu duas caixas térmicas com 400 frascos da vacina veterinária Providean Clostridial 8, nesta segunda-feira (27), durante a Operação Brasil Contra o Crime Organizado, em Guajará-Mirim.
O material foi abandonado perto de um porto e estava sem documentação fiscal, aduaneira ou sanitária. As caixas foram localizadas por equipes do Comando de Policiamento Especializado (CPE) do Batalhão de Polícia de Fronteira e Divisas (BPFRON), durante patrulhamento na região.
A suspeita é de que a mercadoria tenha sido introduzida clandestinamente no país, proveniente da Bolívia. Diante dessa situação, toda a carga foi apreendida e encaminhada à Receita Federal em Guajará-Mirim para as providências legais.
Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com o Governo do Estado de Rondônia, a Operação Brasil Contra o Crime Organizado reúne ações voltadas ao enfrentamento de facções criminosas e de crimes transfronteiriços, com atenção especial ao tráfico de drogas na faixa de fronteira.
Harry potter and the deathly hallows: part 2 contém a sequência mais emocionalmente devastadora de toda a franquia, a revelação através das memórias de Snape do que o personagem havia sido ao longo de todos os sete livros e oito filmes, e Alan Rickman criou ao longo de dez anos uma performance que tornava essa revelação retroativamente transformadora de tudo que havia vindo antes. Para o espectador que havia acompanhado a saga, rever os filmes anteriores com o conhecimento do que a sequência das memórias revela é uma das experiências de revisão mais ricas que a franquia oferece.
Alan Rickman e o maior arco secreto da saga
Alan Rickman soube desde o primeiro filme o que Snape era e o que o personagem havia sido, porque J.K. Rowling revelou ao ator o segredo de Snape antes das filmagens de qualquer cena, para que ele pudesse construir a performance com a consciência do subtexto que o roteiro só tornaria explícito no oitavo filme. Essa informação privilegiada é visível em retrospecto nas escolhas de Rickman ao longo da saga, o amor com que Snape trata as memórias de Lily Evans, a proteção velada que oferece a Harry mesmo enquanto o tortura nas aulas de Occlumência e a forma como cada crueldade parece conter uma camada de dor que o personagem nunca pode expressar diretamente.
A sequência das memórias, filmada com uma delicadeza visual que David Yates havia desenvolvido ao longo de quatro filmes, é o momento mais emocionalmente rico de toda a franquia e o que transformou Snape de antagonista moralmente ambíguo numa das histórias de amor mais trágicas que a literatura juvenil produziu em qualquer época.
Daniel Radcliffe havia atuado como Harry Potter pela primeira vez aos onze anos, e a Parte 2 das Relíquias da Morte mostrou um ator de vinte e um anos que havia crescido junto com o personagem de uma forma que a maioria dos trabalhos de ator não permite. O Harry que caminha para o encontro com Voldemort sabendo que precisará morrer para que o vilão seja derrotado é um personagem de maturidade genuína que só era possível de criar por alguém que havia passado dez anos construindo o percurso que levou a esse momento, e Radcliffe encontrou para a cena uma serenidade que tornava o sacrifício convincente sem ser melodramático.
A cena de King’s Cross e o momento filosófico
A sequência em que Harry conversa com Dumbledore num King’s Cross branco e vazio, após ter sido atingido pela maldição da morte, é o momento mais abstrato de toda a franquia e o único que abandona completamente a lógica narrativa convencional. Yates filmou a cena com uma luz superexposta que remove qualquer referência espacial, criando um espaço que existe fora do mundo físico.
A conversa entre os dois personagens sobre escolha, sacrifício e sobre se aquilo estava acontecendo na cabeça de Harry ou de verdade é a declaração temática mais explícita que Rowling fez em toda a saga, e o filme a preserva praticamente palavra por palavra do livro.
Uma das sequências mais divertidas do filme é aquela em que Hermione, disfarçada de Bellatrix Lestrange com Poção Polissuco, precisa se passar pela vilã em Gringotes. Helena Bonham Carter interpreta a cena imitando os maneirismos de Emma Watson interpretando Bellatrix, criando uma camada de performance que exigiu que as duas atrizes trabalhassem juntas para calibrar exatamente o que estava sendo imitado.
Bonham Carter descreveu o exercício como um dos mais complexos tecnicamente de sua carreira, precisando interpretar simultaneamente sua personagem, a atriz que a interpretava e a personagem que essa atriz estava interpretando.
Os dezenove anos depois e a caracterização
A sequência do epílogo exigiu que os atores principais fossem envelhecidos em dezenove anos através de maquiagem, um processo que a produção testou extensivamente antes de decidir usar maquiagem prática em vez de efeitos digitais. O resultado dividiu opiniões, com parte do público considerando a caracterização pouco convincente.
Daniel Radcliffe comentou que a experiência de interpretar um homem de trinta e sete anos aos vinte e um foi estranha e que ele não tinha referências de vida para construir aquele Harry adulto.
O epílogo de Deathly Hallows Parte 2, com Harry, Rony, Hermione e Draco dezessete anos depois enviando os próprios filhos para Hogwarts, foi recebido de forma dividida por críticos e fãs, com alguns achando o salto temporal necessário para o fechamento emocional e outros o considerando prescindível depois da resolução principal. Independente da avaliação, o epílogo abriu o caminho para o universo expandido de Animais Fantásticos e para a peça de teatro Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, confirmando que a saga de Rowling tinha material para existir muito além dos sete livros originais.
A escolha da Warner de dividir o último livro em dois filmes foi recebida com ceticismo pela imprensa, que interpretou a decisão como manobra comercial, mas a execução justificou a escolha em termos narrativos. A Parte 1 é um filme de estrada melancólico sobre três jovens perdidos, e a Parte 2 é um filme de guerra sobre a batalha final, e essa diferença tonal radical entre as duas metades é a evidência mais forte de que a divisão foi acertada em termos criativos além dos comerciais.
Os números confirmam que a saga havia construído algo que transcendia o interesse casual em fantasia, com um público que acompanhou oito filmes ao longo de dez anos sem que a atenção diminuísse em nenhum momento do percurso.
Uma investigação iniciada a partir de informações encaminhadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO) resultou em denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na terça-feira (28), contra 6 pessoas investigadas na Operação Golden Plating.
Segundo a denúncia, o esquema consistia na simulação de concorrência, no direcionamento e no superfaturamento de licitações destinadas ao fornecimento de tubos corrugados de polietileno de alta densidade (PEAD), utilizando atas de registro de preços do Consórcio Público Intermunicipal da Região Centro Leste de Rondônia (Cimcero).
A apuração aponta que três empresas apresentadas formalmente como concorrentes integravam o mesmo grupo econômico e atuavam sob gestão centralizada. Entre os elementos descritos estão vínculos familiares e profissionais, compartilhamento de endereços de internet, administração comum de credenciais e certificados digitais, produção coordenada de propostas e circulação de recursos entre as pessoas jurídicas.
As análises técnicas estimaram em R$ 8.389.226,84 o prejuízo causado aos cofres públicos em razão do sobrepreço nas contratações. A denúncia requer a fixação desse valor como reparação mínima dos danos materiais e o pagamento de R$ 838.922,68 por dano moral coletivo. Também foi solicitado que sejam mantidas as medidas patrimoniais já deferidas, que alcançaram 42 veículos, R$ 504.715,72 em valores, 1.570 bovinos e três imóveis.
As acusações são de associação criminosa, frustração do caráter competitivo de licitações, fraude que tornou propostas e contratos injustamente mais onerosos para a Administração Pública, peculato, corrupção ativa e passiva, crimes contra a ordem econômica e lavagem de dinheiro.
O ex-prefeito de Porto Velho e pré-candidato ao governo do Estado, Hildon Chaves (Federação União Progressistas), denunciou o “descaso com as pessoas que sofrem todos os dias com esse “vai pra cima, vai pra baixo” de ambulâncias, sem que se resolva o grave problema da saúde no Estado”. Para Hildon, “mais importante do que simplesmente saber quantas consultas foram realizadas, é preciso entender por que tantas pessoas ainda precisam percorrer centenas de quilômetros até Porto Velho em busca de atendimento”. E completa: “Uma boa gestão não administra números, ela resolve problemas e, o principal, cuida das pessoas”, afirmou Hildon. “Chega de tanto sofrimento, nosso povo está cansado”.
O pré-candidato afirmou que é preciso saber se alguém está ganhando dinheiro com o que ele chamou de “ambulancioterapia”. “O fato é que muitas vezes acontecem coisas que a gente nem imagina, então precisamos tomar pé da situação”, disse Hildon. “O prefeito, o governador, têm a obrigação de levantar a bunda da cadeira logo cedo e trabalhar, têm obrigação de saber o que está acontecendo, e a partir daí, dar o direcionamento para os secretários”, declarou.
Hildon ressaltou que é preocupante a forma como o Estado vem administrando os maiores problemas que envolvem a população, especialmente a saúde. “Temos que reorganizar a rede pública de saúde e dar condições aos municípios, e para fazer isso é preciso ter gestão”, assinalou.
Telemedicina
Durante sua gestão como prefeito da capital, Hildon Chaves implantou um programa de teleatendimento na área de saúde, em parceria com o renomado hospital Albert Einstein, de São Paulo. Foram realizados cerca de cinco mil atendimentos em 12 especialidades médicas, para as populações dos bairros e distritos de Maurício Bustani, Areal da Floresta, José Adelino, Nazaré, Extrema e União Bandeirantes.
“Levamos a telemedicina pra dentro dos postos de saúde”, relembrou. Os atendimentos foram realizados em especialidades como cardiologia, pneumologia, pediatria e psiquiatria – tudo dentro dos bairros. Agora, Hildon pretende levar a experiência para todo o Estado.
Para Hildon, o gestor precisa “conhecer os desafios, acompanhar os indicadores, cobrar resultados e participar das decisões mais importantes. Ele tem que saber tudo o que acontece. Foi assim que conduzi Porto Velho. Sempre fiz questão de estar presente, conversar com as equipes e acompanhar de perto o andamento das ações. Não acontecia nada na prefeitura que eu não soubesse”, afirmou.
“Sempre tive a prefeitura da capital na minha cabeça, e é assim que deve ser no Governo do Estado”, disparou. “A boa gestão não é sorte. É competência, preparo e muito trabalho”. O pré-candidato lembrou que os desafios “não desaparecem sozinhos. Eles exigem liderança, planejamento e capacidade de execução. É isso que faz uma gestão eficiente”.