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Delegado Camargo critica pedágio da BR-364, aponta falhas técnicas e cobra revisão de tarifas em audiência pública

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Durante audiência pública realizada para discutir a revisão da tarifa de pedágio na BR-364, o deputado estadual Delegado Camargo protagonizou um dos posicionamentos mais contundentes do encontro ao questionar os critérios técnicos utilizados na definição dos valores cobrados em Rondônia. Ao longo de sua fala, o parlamentar apresentou dados, exemplos práticos e inconsistências que, segundo ele, demonstram um descompasso entre a realidade da rodovia e o modelo que sustenta a tarifa atual.

Logo no início, o deputado chamou atenção para o custo do pedágio no estado, destacando que Rondônia figura entre os mais caros do país quando analisado o valor por quilometragem percorrida. “Como nós chegamos no atual estado das coisas e termos em Rondônia o pedágio mais caro do Brasil quando nós pegamos o valor pago para cada 100 quilômetros rodados? A cada 100 quilômetros rodados em Rondônia, nós pagamos aproximadamente R$ 21,10”, afirmou, levantando um questionamento direto sobre a lógica que levou à formação desse valor.

Um dos principais pontos abordados foi o estudo de trafegabilidade, considerado essencial para o cálculo da tarifa. Segundo Camargo, o levantamento não apenas foi realizado fora do padrão recomendado, como também ocorreu em um período totalmente atípico. Ele explicou que, enquanto as normas indicam um prazo mínimo de 30 dias para esse tipo de estudo, a medição foi feita em apenas sete dias, sendo quatro deles em finais de semana e três em dias úteis. Além disso, destacou que o levantamento ocorreu em 2020, no auge da pandemia, quando o fluxo de veículos estava drasticamente reduzido. Para o deputado, esse fator compromete completamente a base do cálculo. “O principal critério para aferir o preço do pedágio é o volume de veículos. E é óbvio que o estudo está viciado, porque foi feito quando praticamente não havia circulação”, pontuou.

Outro eixo central da crítica diz respeito à estrutura de custos considerada no modelo original da concessão e aquilo que foi efetivamente implementado. De acordo com o parlamentar, o projeto previa a construção de praças físicas de pedágio, o que implicaria em obras de ampliação da via, instalação de cabines e contratação de funcionários sob regime formal, elevando os custos operacionais da concessionária. No entanto, o sistema adotado foi o modelo automático conhecido como Free Flow, que elimina a necessidade de estruturas físicas e reduz significativamente essas despesas. Para Camargo, essa mudança deveria ter sido refletida na tarifa, o que não ocorreu. “Não houve abertura de vagas, não houve construção de praças físicas, e mesmo assim o valor não foi reduzido. Aqui nós temos mais um vício evidente”, afirmou.

A questão dos investimentos também foi destacada como um ponto crítico. O deputado lembrou que a população de Rondônia aguardava há anos pela duplicação integral da BR-364, promessa frequentemente associada à concessão da rodovia. No entanto, segundo ele, apenas trechos pontuais receberam melhorias, o que, em sua avaliação, não justifica o nível de cobrança aplicado. “Todo o povo de Rondônia aguardava a duplicação total da BR, o que não aconteceu. Houve apenas alguns trechos. Existe um descompasso entre o valor cobrado e aquilo que foi efetivamente entregue”, disse.

Para reforçar o argumento sobre a distorção nos critérios utilizados, Camargo apresentou um exemplo concreto do crescimento da demanda na rodovia ao longo dos anos. Ele citou o caso de uma transportadora que, em 2020, possuía cerca de 30 caminhões e atualmente opera com uma frota de 180 veículos. O aumento expressivo no número de veículos trafegando pela BR, segundo o deputado, deveria impactar diretamente na redução da tarifa, já que o volume de usuários é um dos principais fatores de diluição de custos. “Houve um aumento exponencial da frota, o que deveria levar à redução do preço, mas isso não está acontecendo”, destacou.

Além das críticas técnicas, o parlamentar também fez um movimento político ao questionar a atuação do governo estadual na articulação junto aos órgãos federais responsáveis pela concessão. Durante sua fala, ele levantou dúvidas sobre a presença do chefe do Executivo estadual em agendas junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres e cobrou maior protagonismo na defesa dos interesses da população rondoniense.

Encerrando sua participação, Delegado Camargo adotou um tom firme e mobilizador, indicando que o debate sobre o pedágio não deve se encerrar na audiência pública. Para ele, é necessário avançar na revisão dos critérios e na correção das distorções apontadas. “Desistir não é uma opção. Vamos em frente, vamos enDireitar Rondônia”, concluiu, reforçando a necessidade de pressão institucional e política para reequilibrar o modelo atual.

TEXTO: WELIK SOARES

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Forças de segurança de Rondônia participam de operação integrada contra o crime organizado

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A investigação foi conduzida pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) e a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Machadinho d’Oeste

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) conduziu a investigação epidemiológica de um caso raro registrado em Rondônia, envolvendo o óbito de uma criança de nove anos, ocorrido no dia 3 de abril, no Hospital Regional de Cacoal.

A paciente era residente no município de Machadinho d’Oeste e, o diagnóstico foi confirmado no dia 10 de abril, após análise laboratorial que identificou o agente causador como Naegleria fowleri (ameba microscópica de vida livre).

A partir das narinas, a ameba migra pelo nervo olfatório até o cérebro, onde provoca destruição do tecido cerebral e inflamação, resultando na meningoencefalite amebiana primária (MAP).

A investigação foi conduzida de forma integrada entre estado e município, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) de Machadinho d’Oeste, com envio de amostras ao Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen/RO) e análise confirmatória pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo.

A ação contou com atuação direta da Gerência Técnica de Vigilância Epidemiológica da Agevisa/RO, responsável pelo levantamento epidemiológico, análise do possível local de exposição e orientação técnica às equipes de saúde dos municípios envolvidos.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou que “o estado mantém estrutura preparada para responder a eventos de saúde pública, garantindo investigação criteriosa e transparência nas informações.”

De acordo com o diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, a infecção por Naegleria fowleri é extremamente rara e ocorre exclusivamente quando água contaminada entra pelas vias nasais, geralmente durante atividades em água doce não tratada.

“A doença não é transmitida pela ingestão de água contaminada, nem de pessoa para pessoa. A infecção ocorre apenas pela entrada da água pelo nariz”, reforçou.

ORIENTAÇÕES

A orientação é adotar medidas preventivas, como evitar o contato de água não tratada nas narinas

A chefe do Núcleo de Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar da Agevisa/RO, Surlange Ramalhães, que acompanhou a investigação do caso, orienta a população a adotar medidas preventivas, como evitar o contato de água não tratada nas narinas, especialmente durante mergulhos ou submersões em rios, lagos e açudes, principalmente em locais sem tratamento adequado.

Também é recomendado o uso de água tratada ou fervida para higiene nasal e atenção à qualidade da água utilizada em atividades domésticas, como lavagem de objetos ou utensílios que possam ter contato com as vias respiratórias.

SINTOMAS

Os sintomas iniciais da infecção incluem dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos, podendo evoluir rapidamente para quadros graves. Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente atendimento médico para avaliação.

Importante reforçar que o risco de contrair a meningoencefalite amebiana primária causada por Naegleria fowleri é extremamente baixo, mesmo em áreas onde a ameba está presente.

A Agevisa/RO segue monitorando o caso e reforçando as ações de vigilância em saúde, com orientação aos profissionais e acompanhamento epidemiológico. A atuação integrada com municípios e instituições laboratoriais garante resposta rápida e qualificada, contribuindo para a proteção da população.

Fonte
Texto: Aurimar Lima
Fotos: Lidiane Pereira
Secom – Governo de Rondônia

Fonte: Via: florestanoticias

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PF captura foragido condenado pelo crime de estupro de vulnerável

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Nesta quinta-feira (7/5), uma fiscalização das forças de segurança pública envolvendo a Polícia Federal, o Batalhão de Polícia de Fronteira e Divisas (BPFRON), da Polícia Militar de Rondônia, e a Polícia Rodoviária Federal resultou na prisão em flagrante de dois homens pelo crime de tráfico internacional de drogas e a apreensão de cerca de 300 kg de entorpecentes.

A ação aconteceu no Rio Madeira, que fica na região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia.

Durante o patrulhamento fluvial integrado as equipes identificaram uma embarcação do tipo voadeira transportando diversos volumes em atitude suspeita. Após a abordagem e vistoria, foram localizados aproximadamente 300 kg de substâncias entorpecentes, entre maconha, cocaína, skunk e haxixe, acondicionadas em sacos.

As investigações iniciais indicam que a droga foi internalizada por rota fluvial fronteiriça, sendo transportada pelo Rio Madeira, curso d’água utilizado como via de ligação entre o Brasil e a Bolívia. Os presos relataram que foram contatados por indivíduo de nacionalidade boliviana, responsável por viabilizar a logística do transporte, inclusive fornecendo a embarcação empregada na ação criminosa.

Além do entorpecente, foram apreendidos aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e a embarcação utilizada no transporte, itens que serão submetidos à análise para aprofundamento das investigações e identificação de outros envolvidos.

Os presos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Guajará‑Mirim, onde foram autuados em flagrante pelo crime de tráfico internacional de drogas, permanecendo à disposição da Justiça Federal.

Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia

Fonte: Via: florestanoticias

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Urgente: Família perde a vida em grave acidente na RO-479 próximo à ponte do Rio Machado

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O deputado estadual Ismael Crispin (PP) sofreu um grave acidente de trânsito na tarde desta segunda-feira (13), enquanto trafegava pela rodovia BR-429, em Rondônia. O veículo em que o parlamentar estava capotou na altura do quilômetro 88 da rodovia federal.

Diferente das informações preliminares que apontavam a BR-364 como local do ocorrido, o próprio deputado confirmou, em vídeo publicado nas suas redes sociais, que o acidente aconteceu na BR-429. Segundo Crispin, a causa do capotamento foi o fenômeno de aquaplanagem, comum em períodos de chuva, que o fez perder o controle da direção.

“Deus sempre tem cuidado de nós”

Apesar da gravidade do acidente e das imagens que mostram o parlamentar com a roupa suja e pequenos ferimentos superficiais na cabeça, Ismael Crispin tranquilizou amigos e eleitores. No vídeo, gravado logo após o ocorrido, ele aparece visivelmente grato:

“Passando primeiro para agradecer a Deus pelo livramento e depois dizer que está tudo bem. É verdade a notícia que circula do acidente de aquaplanagem comigo na BR-429, no quilômetro 88. Já estou indo para casa”, afirmou o deputado.

O parlamentar, que possui fortes raízes e base eleitoral em São Miguel do Guaporé, agradeceu ainda as mensagens de apoio e as orações que recebeu assim que a notícia se espalhou. “Mais um livramento. Ele [Deus] sempre tem cuidado de nós. Um abraço a todos e obrigado pela oração”, finalizou.

Estado de Saúde

Ismael Crispin saiu ileso de ferimentos graves e não precisou de atendimento médico de emergência prolongado. No vídeo, é possível notar apenas uma pequena escoriação no couro cabeludo, mas o deputado garantiu que se sente bem e que o susto não passou de danos materiais.

Fonte: Florestanoticias.com

Fonte: Via: florestanoticias

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