Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento preparatório para apurar as razões que levaram o estado de Rondônia a não aderir ao acordo de cooperação técnica proposto pela União para o enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa busca integrar o funcionamento da Central Ligue 180 às redes estaduais de atendimento e proteção às vítimas de violência de gênero.
A investigação foi aberta após a divulgação de que o estado está entre as oito unidades da federação que ainda não aderiram ao pacto. O objetivo do acordo é fortalecer o fluxo de envio, recebimento e monitoramento de denúncias registradas pelo Ligue 180, promovendo a integração entre órgãos de segurança pública, assistência social, saúde e demais instituições responsáveis pelo atendimento às mulheres vítimas de violência.
O despacho de instauração, assinado pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Raphael Luis Pereira Bevilaqua, menciona dados preocupantes sobre a violência de gênero em Rondônia. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o estado liderou o ranking nacional de feminicídios em 2022, com taxa de 3,1 mortes por 100 mil habitantes. Em 2025, Rondônia ocupou a segunda posição entre as unidades federativas com maior índice desse tipo de crime, atrás apenas do Acre..
Conforme informações do procedimento, a implementação do acordo não implica novos custos financeiros para os estados, pois foca na integração e na padronização de dados e sistemas. A finalidade é aprimorar o atendimento às vítimas e subsidiar a formulação de políticas públicas de enfrentamento à criminalidade contra a mulher.
Como primeiras diligências, o MPF solicitou informações ao Ministério das Mulheres para esclarecer se ainda existem tratativas para a adesão de Rondônia ao acordo, se o estado apresentou justificativas técnicas para a negativa e quais órgãos estaduais participam das negociações.
Também foram expedidos ofícios à Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) de Rondônia e ao Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO). O MPF questionou a Sesdec sobre os motivos da não adesão e quais pastas participam das conversas. Ao MPRO, solicitou informações sobre eventuais discussões ou procedimentos locais relacionados ao tema.
Jornalistas Alessandro Lubiana, Mateus Andrade e Edvaldo Soares
O jornalista Mateus Carlos de Andrade foi nomeado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado estadual Alex Redano, para assumir a Secretaria de Comunicação Social da Casa de Leis. A nomeação integra o processo de reestruturação administrativa da instituição e abre um novo ciclo na condução da comunicação institucional do Parlamento Estadual.
Com experiência na área de comunicação pública e atuação na assessoria da presidência da Assembleia, Mateus Andrade passa a liderar os trabalhos de planejamento e execução das estratégias de comunicação do Poder Legislativo. Entre as atribuições da pasta estão o relacionamento com os veículos de imprensa, a produção de conteúdo institucional, a gestão das plataformas oficiais e a divulgação das ações desenvolvidas pelos deputados estaduais.
A proposta da nova gestão é fortalecer os canais de comunicação da Assembleia Legislativa, ampliar a aproximação com a sociedade e garantir que as informações sobre o trabalho parlamentar cheguem à população de forma cada vez mais acessível e transparente.
A mudança ocorre após a saída de Alessandro Lubiana da Secretaria de Comunicação Social. A Presidência da Assembleia Legislativa agradeceu pelos serviços prestados e reafirmou o compromisso de seguir aprimorando a comunicação institucional da Casa.
Ao assumir o cargo, Mateus Andrade destacou que a comunicação pública tem papel essencial no fortalecimento da democracia e na aproximação entre o Poder Legislativo e os cidadãos. Segundo ele, o desafio será consolidar uma comunicação moderna, dinâmica e comprometida em dar visibilidade às ações e aos resultados entregues pela Assembleia Legislativa de Rondônia.
Um adolescente de 16 anos foi apreendido após fugir da Polícia Militar em uma motocicleta, furar bloqueios e cair durante perseguição na noite de quarta-feira (7), em Porto Velho.
A fuga começou por volta de 21 horas, durante patrulhamento da Operação Força Total, feito por policiais do 9º Batalhão na rua Pau Ferro, no cruzamento com a Abacateiro. A equipe tentou abordar dois ocupantes de uma Honda CG 160 Titan EX vermelha.
Mesmo com sirene, giroflex e várias ordens de parada, o condutor acelerou e seguiu em fuga. Ele avançou cruzamentos, semáforos e passou por vias de trânsito rápido, colocando em risco os ocupantes da motocicleta, policiais e outras pessoas que circulavam pelas vias.
O condutor percorreu várias ruas e só foi alcançado na esquina da Metralha, onde perdeu o controle e caiu. Após a queda, o adolescente que dirigia a motocicleta foi apreendido.
Na revista, os policiais não encontraram arma ou substância ilícita com os ocupantes. A ocorrência informa que foram localizados R$ 225 com o passageiro e também registra R$ 225 com o condutor. O passageiro afirmou ainda que havia jogado R$ 200 durante a perseguição.
Questionado sobre a fuga, o adolescente que dirigia disse que não obedeceu à ordem de parada porque não queria que a motocicleta fosse apreendida. Ele afirmou que o veículo pertencia à mãe dele, que compareceu ao Departamento de Flagrantes após ser comunicada.
A motocicleta foi apreendida e removida ao pátio do Detran. Por ser menor de idade, o condutor não assinou os autos de infração.
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