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Delegado Camargo vota pela derrubada de veto a projeto que previa kits de higiene para mulheres vulneráveis

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Apesar da defesa do parlamentar, proposta não teve votos suficientes para virar lei e garantir a distribuição de itens básicos a mulheres em situação de rua e vulnerabilidade extrema

O deputado estadual Delegado Camargo votou pela derrubada do veto ao projeto que institui uma política pública estadual para entrega de kits higiênicos a mulheres em situação de rua e em vulnerabilidade social extrema em Rondônia. A proposta previa a distribuição gratuita de itens básicos como absorventes, escova de dente, creme dental, sabonete, desodorante, shampoo e condicionador, com o objetivo de garantir saúde, dignidade e proteção às mulheres que vivem em condição de pobreza extrema.

Durante a discussão em plenário, Camargo fez uma defesa enfática da aplicação da lei e criticou a decisão do Governo de vetar uma proposta que, segundo ele, tratava do mínimo necessário para assegurar dignidade às mulheres mais vulneráveis.

“Isso aqui não é sobre política, isso aqui é humanidade. Isso aqui é sobre olhar para o outro ser humano com compaixão e saber que ela não tem as mesmas condições de você e prover o básico”, afirmou o parlamentar.

O projeto previa que a política pública poderia ser executada conforme a disponibilidade financeira do Estado e com apoio de parcerias com municípios, organizações da sociedade civil, empresas privadas, igrejas e instituições filantrópicas. Para Camargo, esse ponto demonstrava que a proposta era viável, responsável e voltada a atender uma necessidade real de mulheres que vivem nas ruas ou em situação de extrema vulnerabilidade.

O deputado também destacou que ações semelhantes já são realizadas por igrejas, pastorais e movimentos sociais, que frequentemente prestam apoio à população em situação de rua. Segundo ele, o Estado também deveria assumir sua responsabilidade diante dessa realidade.

“Geralmente, quem faz isso é a igreja católica, através das suas pastorais, a igreja evangélica, através dos movimentos, que assistem a população de rua e fazem esses kits”, disse.

Camargo rebateu o veto afirmando que a proposta não representava luxo, privilégio ou gasto desnecessário, mas uma ação básica de saúde pública e assistência social. Ele lembrou que muitas mulheres não têm condições de comprar itens simples de higiene, embora desejassem ter autonomia para isso.

“Não pensem vocês que a mulher fica feliz de receber isso. Ela gostaria de ter a dignidade de poder comprar com o seu próprio trabalho. Mas tem pessoas que não conseguem e precisam desse apoio do Estado”, declarou.

Na avaliação do parlamentar, o veto expõe uma inversão de prioridades do Governo. Camargo questionou como o Estado pode alegar dificuldade para apoiar mulheres em extrema pobreza, enquanto concede benefícios fiscais e perdões de dívidas a outros setores.

“O Estado de Rondônia, que arrecada 18 bilhões no orçamento, não tem condição de fazer um kit de higiene e entregar para uma filha sua que está numa dificuldade na rua?”, questionou.

Após a votação, o veto acabou mantido por não alcançar os votos suficientes para ser derrubado. Camargo votou pela derrubada do veto e pela aplicação da lei, defendendo que a política pública fosse colocada em prática para garantir o mínimo de dignidade às mulheres rondonienses em situação de vulnerabilidade.

Na fala final, o deputado se dirigiu diretamente às mulheres que seriam beneficiadas pela proposta e voltou a criticar o que considera falta de atenção do Governo com a população mais pobre.

“Quero me dirigir a você, mulher, que não tem condições de comprar um kit de higiene, mas que talvez nesse exato momento esteja revoltada, porque benefícios fiscais são concedidos, perdão de dívidas, a todo momento pelo governo. E a população que mais precisa nunca é vista. Eu estou vendo isso”, afirmou.

Camargo encerrou sua manifestação prestando solidariedade às mulheres em situação de vulnerabilidade e defendendo uma mudança de postura do Estado.

“Eu me solidarizo com você. Não perca as esperanças. Eles estão com os dias contados. E muita coisa boa vem aí pela frente. Não vamos perder as esperanças de que Rondônia pode ser, de fato, um governo que olha para o povo e não para os poderosos”, declarou.

Para o parlamentar, a manutenção do veto representa a perda de uma oportunidade de transformar uma ação simples em política pública permanente. Mesmo com o resultado desfavorável, Camargo afirmou, por meio de seu voto e de sua manifestação em plenário, sua posição favorável à aplicação da lei e à garantia de mais dignidade às mulheres que mais precisam do apoio do Estado.

TEXTO: WELIK SOARES

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Página “Cacoal Conservador” no Instagram, derrubada por comissionados do Governo, volta ao ar por decisão judicial – Política

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A página no Instagram “Cacoal Conservador” voltou ao ar nesta quarta-feira, (10), após passar 17 dias suspenso pela Meta, empresa proprietária das redes Instagram, WhatsApp e Facebook. O veículo de informação foi alvo de um ataque coordenado por um grupo de milícia digital denominado “Amigos de Adailton Fúria” e “Pré-Candidato Adailton Fúria”, denunciado múltiplas vezes por seus membros alegando compartilhamento de “fake news”. O conteúdo atacado tratava de um áudio de uma moradora de Cacoal relatando ao jornalista Edson Leite a farta distribuição de revistas com as ações de Fúria enquanto prefeito de Cacoal. O mesmo panfletário foi entregue no Hospital de Base de Porto Velho.

Mas, o ataque não passou de uma artimanha para derrubar a página Cacoal Conservador e calar seus proprietários porque os “aliados” do pré-candidato Adailton Fúria não gostaram das críticas publicadas, especialmente das denúncias trazidas ao conhecimento público pelo prefeito Tony Pablo, sucessor de Fúria em Cacoal.

Página "Cacoal Conservador" no Instagram, derrubada por comissionados do Governo, volta ao ar por decisão judicialO Poder Judiciário de Rondônia reconheceu o conluio dos apoiadores de Fúria e determinou o imediato restabelecimento da página no Instagram. O proprietário, Marcelo Santos, recebeu prints de conservas compartilhadas pela servidora comissionada Mary Gonçalves, lotada na Secretaria de Estado da Educação (Seduc) com CDS-8, chamando os “ditos voluntários” para denunciar por 50 vezes a página para derrubar e calar seus jornalistas. Em um dos posts, Mary diz: “852 pessoas se cada um fizer de 30 a 50 denúncia (SIC) removeremos o conteúdo”. E prosseguem outra postagem: “Vamos lá pessoal. Tem que denunciar a página tbm”. Imediatamente, os membros passaram a seguir a orientação da servidora, mesmo ela admitindo que o conteúdo não é fake. Uma das voluntárias Lia com final de telefone 2981 denunciou várias vezes a página Cacoal Conservador, exemplo seguido por outros membros. 

Numa das publicações, a servidora diz estar gostando da rápida fama no Instagram. “Boa noite pessoal. Tudo bem com vocês? Espero que sim, eu fiquei famosa com foto número de telefone exposto em várias páginas nos Instagram da vida”. Um áudio atribuído a ela também vazou nos grupos de Whats pedindo apoio de todos para a aliança formada entre Fúria, governador Marcos Rocha e a primeira-dama Luana Rocha, indicada para coordenar a campanha do ex-prefeito.

Rondoniagora.com



FonteVia: rondoniagora

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MPF investiga casos de assédio judicial contra jornalistas em Rondônia – Geral

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O Ministério Público Federal (MPF) quer saber sobre casos de assédio judicial contra jornalistas em Rondônia. O órgão enviou ofícios para o Sindicato dos Jornalistas de Rondônia (Sinjor), o Tribunal de Justiça (TJ/RO) e o Ministério Público do Estado (MPRO) com o objetivo de solicitar dados sobre situações de pressão, intimidações, ameaças à liberdade de imprensa e ações judiciais, além de saber se o estado está preparado para lidar com o tema. O MPF pretende ainda realizar um encontro com representantes da imprensa local para debater a questão.

Ao Sinjor, o MPF solicitou informações sobre casos de assédio judicial, relatos de pressões e ameaças sofridas por profissionais da imprensa no estado. Também foi orientado ao sindicato dar ampla publicidade entre seus associados de que o MPF está recebendo comunicações sobre situações de intimidação contra jornalistas, como pressões judiciais coordenadas, ameaças ou múltiplos processos. O Sinjor tem 15 dias úteis para responder ao MPF.

Foram solicitadas informações ao TJ/RO sobre dados estatísticos e levantamentos sobre ações de indenização por danos morais, queixas-crime ou pedidos de direito de resposta repetitivos contra profissionais da imprensa e comunicadores no estado, especialmente em casos onde há padrões de uso abusivo da Justiça. Caso não haja registros, o MPF pede que o tribunal esclareça se há mecanismos para identificar padrões de litigância abusiva.

O MPF comunicou ao MPRO que está à disposição para articulação e partilha de informações sobre inquéritos ou procedimentos que envolvam a liberdade de expressão, a segurança de jornalistas e o direito à informação em Rondônia.

“A liberdade de imprensa e de expressão e o direito à informação fazem parte dos direitos básicos na Constituição Federal. Precisamos mapear os problemas e saber se o poder público está preparado para lidar com ameaças a esses direitos”, afirmou o procurador da República Raphael Bevilaqua.

A investigação em Rondônia foi motivada por uma nota técnica da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do MPF, que analisa o fenômeno do assédio judicial contra jornalistas e comunicadores, compreendido como o uso abusivo do sistema de justiça com finalidade de intimidar, silenciar ou restringir a atuação jornalística, especialmente em temas de interesse público. Na nota técnica, a PFDC propõe diretrizes institucionais voltadas à prevenção e ao enfrentamento dessas práticas, para garantir a efetiva proteção das liberdades de expressão e de imprensa e o direito à informação na ordem democrática.

Denuncie – Jornalistas, comunicadores, defensores de direitos humanos e outros cidadãos podem encaminhar ao MPF informações sobre situações de assédio judicial ou outros obstáculos à liberdade de imprensa pelos seguintes meios:

Rondoniagora.com

FonteVia: rondoniagora

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Marcelo Cruz participa de reunião na Agero para discutir demandas dos taxistas de Rondônia – Política

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O deputado estadual Marcelo Cruz (PRTB) participou nesta quarta-feira (10) de uma reunião na Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Rondônia (Agero). O encontro aconteceu na sede da instituição e contou com a presença da diretora-presidente, Silvia Lucas da Silva Dias.

A reunião também reuniu representantes da Associação dos Profissionais Taxistas de Rondônia (Aptaxi-RO), entre eles o presidente Alexandre e o representante conhecido como Bolacha. O objetivo foi apresentar demandas da categoria e discutir alternativas para fortalecer o setor no estado.

Durante o encontro, os participantes abordaram questões relacionadas à atuação dos taxistas, buscando melhorias para o exercício da atividade e maior diálogo com os órgãos responsáveis pela regulamentação e fiscalização do transporte de passageiros.

A Agero é o órgão responsável por regular, fiscalizar e acompanhar a prestação dos serviços públicos delegados pelo Governo de Rondônia. Sua missão é garantir que esses serviços sejam oferecidos à população com qualidade, segurança, eficiência e dentro das normas estabelecidas.

Além da fiscalização, a agência atua como mediadora entre usuários, empresas prestadoras de serviços e o poder público. A instituição também recebe reclamações, denúncias e sugestões da população, contribuindo para a melhoria dos serviços prestados.

A Aptaxi-RO é uma entidade criada para representar os profissionais taxistas de Rondônia. A associação trabalha na defesa dos interesses da categoria, promovendo o diálogo com órgãos públicos e acompanhando políticas voltadas ao transporte de passageiros.

A entidade também atua na orientação dos profissionais sobre regulamentações, licenças, fiscalização e demais questões relacionadas ao transporte urbano e intermunicipal. O trabalho busca fortalecer a categoria e contribuir para melhores condições de atuação dos taxistas.

Durante a reunião, Marcelo Cruz destacou a importância da parceria entre os órgãos públicos e as entidades representativas para encontrar soluções que beneficiem tanto os profissionais quanto a população que utiliza os serviços de transporte.

“Este encontro demonstra a importância do diálogo permanente entre a Agero e a Aptaxi-RO. A agência exerce um papel fundamental na regulação e fiscalização dos serviços públicos, enquanto a associação representa os profissionais que atuam diariamente atendendo a população. Nosso compromisso é apoiar iniciativas que fortaleçam a categoria dos taxistas, garantam segurança jurídica aos trabalhadores e contribuam para um transporte cada vez mais eficiente e de qualidade para os rondonienses”, afirmou Marcelo Cruz.

Rondoniagora.com

FonteVia: rondoniagora

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