Connect with us

GERAL

Governo veta, mas Delegado Camargo reafirma luta por anistia a policiais penais perseguidos em Rondônia

Published

on

Projeto de autoria do parlamentar buscava anistiar policiais penais punidos por manifestações de pensamento; deputado criticou decisão e disse que não vai desistir da categoria

O deputado estadual Delegado Camargo criticou, na Assembleia Legislativa de Rondônia, a manutenção do veto do Governo ao Projeto de Lei nº 1.290/26, de sua autoria, que concedia anistia administrativa a policiais penais punidos por manifestações de pensamento. A proposta tinha como objetivo corrigir punições aplicadas a servidores que, segundo o parlamentar, foram perseguidos por expressarem descontentamento em redes sociais, aplicativos de mensagens e círculos de convivência públicos ou privados.

Logo no início de sua fala, Camargo se dirigiu diretamente aos policiais penais que acompanhavam a votação e afirmou que o momento exigia clareza sobre o que estava em discussão.

“Quero conversar diretamente com você, policial penal, que sei que muitos de vocês estão assistindo a essa sessão, aguardando a votação desse veto do Governo do Estado. Chegou a hora de dizer a verdade”, afirmou.

O texto do projeto previa anistia ampla, geral e irrestrita aos policiais penais do Estado de Rondônia que, nos últimos cinco anos, tivessem sido submetidos a punições disciplinares em razão de manifestações de pensamento, opinião ou posicionamento. A medida também alcançava procedimentos administrativos disciplinares, sindicâncias, termos circunstanciados administrativos e instrumentos semelhantes, inclusive os que ainda estivessem em andamento.

Durante a discussão do veto, Camargo afirmou que a matéria não tratava de privilégio, mas de justiça administrativa. Para o deputado, policiais penais foram submetidos a procedimentos internos simplesmente por manifestarem insatisfação com decisões do Governo, especialmente em relação à valorização da categoria e às promessas feitas aos profissionais da segurança pública.

Segundo o parlamentar, o Governo repetiu contra os policiais penais uma conduta já adotada contra policiais militares que também manifestaram descontentamento. Camargo lembrou que, no caso dos militares, o Executivo teria optado pela punição em vez do diálogo.

“Ao invés de dialogar com os policiais, explicar e tentar melhorar, não. Sabe o que ele fez? Lei da mordaça, instaurando procedimentos da corregedoria militar, punindo policiais militares, prejudicando a sua ascensão aos postos e, para alguns, até cadeia”, declarou.

Para o deputado, a manutenção do veto representa uma tentativa de manter um ambiente de intimidação contra servidores públicos. Em sua avaliação, o recado dado pelo Governo não atinge apenas a Polícia Penal, mas todos os servidores de Rondônia que desejam reclamar de salários, estrutura de trabalho, saúde, segurança pública ou educação.

“O que eu vejo aqui com esse veto é claramente um instrumento de mordaça. Está dizendo não apenas para os policiais penais, mas para todos os servidores públicos de Rondônia. O Governo está mandando esse recado com o veto: calem-se ou vocês serão punidos”, afirmou.

Camargo comparou a situação dos policiais penais ao caso dos policiais militares que também foram punidos após manifestações relacionadas ao realinhamento salarial. Na ocasião, a Assembleia Legislativa aprovou uma lei de anistia aos militares, o Governo vetou a proposta, mas o veto acabou sendo derrubado pelos deputados. Para o parlamentar, o mesmo princípio de justiça deveria ter sido aplicado agora à Polícia Penal.

“Eu propus uma lei de anistia, a Casa, todos os pares foram lá e votaram. Aprovamos como forma de justiça da Assembleia. O Governo foi lá, mais uma vez, não apenas demonstrou que queria perseguir, ele foi lá e ainda deu outra apunhalada”, disse.

O projeto defendido por Delegado Camargo previa o cancelamento dos efeitos administrativos das penalidades aplicadas, a exclusão dos registros punitivos das fichas funcionais dos policiais penais beneficiados e a restituição de direitos e vantagens eventualmente suspensos ou indeferidos em razão das punições anistiadas. A proposta também previa a readequação de promoções, caso o servidor tivesse sido prejudicado por manifestação de pensamento, opinião ou posicionamento.

Na justificativa do projeto, o parlamentar sustentou que a proposta buscava restabelecer a justiça administrativa, corrigindo situações em que servidores da segurança pública teriam sido penalizados apenas por exercerem o direito fundamental à liberdade de expressão, previsto na Constituição Federal. O texto também destacava que a iniciativa não alcançava crimes penais nem atos de indisciplina qualificados, limitando-se a punições administrativas de natureza leve, aplicadas de forma individual e pacífica.

A matéria também estabelecia limites objetivos para evitar abusos. Pela proposta, não seriam alcançadas pela anistia manifestações que configurassem ofensa à honra, à imagem ou à dignidade de terceiros, desde que reconhecidas por decisão judicial transitada em julgado. Também ficariam de fora atos que expusessem operações policiais ou informações consideradas sigilosas por decisão judicial.

Durante o debate, o deputado questionou a existência de procedimentos administrativos disciplinares contra policiais penais sem abertura prévia de sindicância. Segundo ele, relatos recebidos apontam que servidores estariam sendo submetidos diretamente a PADs após manifestações de opinião.

“Ocorre ou não ocorre perseguição pela corregedora responsável pelos procedimentos dentro da Polícia Penal? É fantasia minha ou isso ocorre? Que sequer sindicância antes é instaurada e direto é instaurado o PAD?”, questionou.

Para Camargo, o Estado não pode usar a estrutura administrativa, corregedorias ou processos disciplinares como instrumentos de intimidação contra trabalhadores que apenas exercem o direito constitucional de expressar opinião. O deputado afirmou que eventuais excessos devem ser tratados pela via adequada, sem transformar a máquina pública em mecanismo de perseguição.

“Ora, quanto mais liberdade garantirmos, melhor é. E, se houver algum excesso na livre manifestação do pensamento, que se recorra à Justiça para buscar a devida reparação do dano. Agora, o que não pode é a máquina estatal, o Governo, utilizar todo um aparato para tentar calar aqueles que manifestam seu descontentamento”, afirmou.

Na mesma linha, o parlamentar alertou que práticas autoritárias não surgem de forma repentina, mas se consolidam gradualmente quando o poder público passa a normalizar punições contra quem discorda.

“Aliás, uma ditadura, um autoritarismo, não nasce da noite para o dia. É um processo. E você está vendo esse processo acontecer ao vivo e a cores”, declarou.

Durante a sessão, o parlamentar também apresentou o caso concreto de uma policial penal que, segundo ele, atuou por seis anos como diretora da unidade prisional de Machadinho do Oeste. Camargo relatou que a servidora teria se recusado a perseguir outro policial penal e, posteriormente, ao manifestar sua posição nas redes sociais, passou a responder a um PAD.

“E agora eu vou dar um caso concreto para os senhores de quem está respondendo a um PAD dentro da Polícia Penal por uma postagem nas redes sociais”, afirmou.

Segundo o deputado, a servidora teria recebido ordem para perseguir outro policial penal, mas se recusou a agir dessa forma.

“Ela disse: olha, eu não trabalho dessa forma. Eu não farei isso. Eu não estou aqui para perseguir ninguém. Sabe qual foi o resultado? Ela foi exonerada do cargo”, relatou.

Camargo afirmou que, após a exoneração, a policial penal usou as redes sociais para relatar o que havia ocorrido e passou a responder a um processo administrativo disciplinar.

“O problema é que ela foi para as redes sociais manifestar o pensamento dela. E colocou lá o porquê e relatou. Manifestou o pensamento dela sobre como estava sendo feito o trabalho. Que trabalhar certo era errado e que fazer o errado se tornou o certo. E ela está respondendo a um PAD”, disse.

Para o parlamentar, o caso reforça que a perseguição não é uma acusação abstrata, mas uma realidade enfrentada por servidores que se manifestam contra práticas do Governo.

“Querem um caso? Está aqui o caso. Insisto aos senhores: esse é apenas um. Se a gente começar a mexer, aparecem mais”, afirmou.

Para o deputado, a manutenção do veto frustrou uma oportunidade de reconciliar a administração pública com servidores da Polícia Penal que se sentiram prejudicados por punições administrativas. Na justificativa do projeto, Camargo defendeu que a anistia contribuiria para o equilíbrio institucional, fortalecendo o diálogo entre tropa, comando e Poder Público, sem gerar efeito financeiro retroativo ou ônus direto ao erário.

Antes da votação, Delegado Camargo registrou seu posicionamento de forma clara em favor da derrubada do veto.

“Grave aí meu voto, presidente. É pela derrubada do veto, pela liberdade de expressão, e o futuro de Rondônia mostrará quem é quem”, declarou.

Mesmo com a manutenção do veto, Delegado Camargo afirmou que continuará ao lado dos policiais penais e dos servidores que, segundo ele, têm seus direitos de expressão cerceados. Ao final da votação, o deputado se dirigiu diretamente à categoria e reafirmou seu compromisso.

“A gente não vai desistir, tá? Eu não vou desistir. Vocês, policiais penais, têm o meu compromisso. Eu não vou desistir de vocês”, declarou.

Camargo também citou a policial penal Eliete, mencionada no debate, e afirmou que seguirá ao lado dela e de outros servidores que enfrentam situações semelhantes.
“Eliete, eu estou do teu lado. Permanece firme”, disse.

Para o parlamentar, a manutenção do veto ficará marcada como uma decisão contrária à liberdade de expressão dos servidores públicos. Camargo afirmou que o Governo será lembrado por perseguir trabalhadores que apenas manifestaram discordância.

“Esse Governo tem data para acabar e vai ficar registrado na história de Rondônia como um governo opressor, perseguidor e que foi atrás daqueles que simplesmente disseram que não concordavam”, afirmou.

Apesar de o veto ter sido mantido na votação, Delegado Camargo reforçou que a luta pela anistia dos policiais penais não se encerra com a manutenção do veto. Segundo ele, continuará denunciando perseguições, defendendo a liberdade de expressão e cobrando respeito aos direitos dos servidores da segurança pública.

“Você não tem o direito de calar nenhum rondoniense, tampouco policiais penais, militares ou qualquer um que manifeste o dissabor e o mal que esse desgoverno tem feito”, declarou o parlamentar.

TEXTO: WELIK SOARES

Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

GERAL

Página “Cacoal Conservador” no Instagram, derrubada por comissionados do Governo, volta ao ar por decisão judicial – Política

Published

on

By

A página no Instagram “Cacoal Conservador” voltou ao ar nesta quarta-feira, (10), após passar 17 dias suspenso pela Meta, empresa proprietária das redes Instagram, WhatsApp e Facebook. O veículo de informação foi alvo de um ataque coordenado por um grupo de milícia digital denominado “Amigos de Adailton Fúria” e “Pré-Candidato Adailton Fúria”, denunciado múltiplas vezes por seus membros alegando compartilhamento de “fake news”. O conteúdo atacado tratava de um áudio de uma moradora de Cacoal relatando ao jornalista Edson Leite a farta distribuição de revistas com as ações de Fúria enquanto prefeito de Cacoal. O mesmo panfletário foi entregue no Hospital de Base de Porto Velho.

Mas, o ataque não passou de uma artimanha para derrubar a página Cacoal Conservador e calar seus proprietários porque os “aliados” do pré-candidato Adailton Fúria não gostaram das críticas publicadas, especialmente das denúncias trazidas ao conhecimento público pelo prefeito Tony Pablo, sucessor de Fúria em Cacoal.

Página "Cacoal Conservador" no Instagram, derrubada por comissionados do Governo, volta ao ar por decisão judicialO Poder Judiciário de Rondônia reconheceu o conluio dos apoiadores de Fúria e determinou o imediato restabelecimento da página no Instagram. O proprietário, Marcelo Santos, recebeu prints de conservas compartilhadas pela servidora comissionada Mary Gonçalves, lotada na Secretaria de Estado da Educação (Seduc) com CDS-8, chamando os “ditos voluntários” para denunciar por 50 vezes a página para derrubar e calar seus jornalistas. Em um dos posts, Mary diz: “852 pessoas se cada um fizer de 30 a 50 denúncia (SIC) removeremos o conteúdo”. E prosseguem outra postagem: “Vamos lá pessoal. Tem que denunciar a página tbm”. Imediatamente, os membros passaram a seguir a orientação da servidora, mesmo ela admitindo que o conteúdo não é fake. Uma das voluntárias Lia com final de telefone 2981 denunciou várias vezes a página Cacoal Conservador, exemplo seguido por outros membros. 

Numa das publicações, a servidora diz estar gostando da rápida fama no Instagram. “Boa noite pessoal. Tudo bem com vocês? Espero que sim, eu fiquei famosa com foto número de telefone exposto em várias páginas nos Instagram da vida”. Um áudio atribuído a ela também vazou nos grupos de Whats pedindo apoio de todos para a aliança formada entre Fúria, governador Marcos Rocha e a primeira-dama Luana Rocha, indicada para coordenar a campanha do ex-prefeito.

Rondoniagora.com



FonteVia: rondoniagora

Continue Reading

GERAL

MPF investiga casos de assédio judicial contra jornalistas em Rondônia – Geral

Published

on

By

O Ministério Público Federal (MPF) quer saber sobre casos de assédio judicial contra jornalistas em Rondônia. O órgão enviou ofícios para o Sindicato dos Jornalistas de Rondônia (Sinjor), o Tribunal de Justiça (TJ/RO) e o Ministério Público do Estado (MPRO) com o objetivo de solicitar dados sobre situações de pressão, intimidações, ameaças à liberdade de imprensa e ações judiciais, além de saber se o estado está preparado para lidar com o tema. O MPF pretende ainda realizar um encontro com representantes da imprensa local para debater a questão.

Ao Sinjor, o MPF solicitou informações sobre casos de assédio judicial, relatos de pressões e ameaças sofridas por profissionais da imprensa no estado. Também foi orientado ao sindicato dar ampla publicidade entre seus associados de que o MPF está recebendo comunicações sobre situações de intimidação contra jornalistas, como pressões judiciais coordenadas, ameaças ou múltiplos processos. O Sinjor tem 15 dias úteis para responder ao MPF.

Foram solicitadas informações ao TJ/RO sobre dados estatísticos e levantamentos sobre ações de indenização por danos morais, queixas-crime ou pedidos de direito de resposta repetitivos contra profissionais da imprensa e comunicadores no estado, especialmente em casos onde há padrões de uso abusivo da Justiça. Caso não haja registros, o MPF pede que o tribunal esclareça se há mecanismos para identificar padrões de litigância abusiva.

O MPF comunicou ao MPRO que está à disposição para articulação e partilha de informações sobre inquéritos ou procedimentos que envolvam a liberdade de expressão, a segurança de jornalistas e o direito à informação em Rondônia.

“A liberdade de imprensa e de expressão e o direito à informação fazem parte dos direitos básicos na Constituição Federal. Precisamos mapear os problemas e saber se o poder público está preparado para lidar com ameaças a esses direitos”, afirmou o procurador da República Raphael Bevilaqua.

A investigação em Rondônia foi motivada por uma nota técnica da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do MPF, que analisa o fenômeno do assédio judicial contra jornalistas e comunicadores, compreendido como o uso abusivo do sistema de justiça com finalidade de intimidar, silenciar ou restringir a atuação jornalística, especialmente em temas de interesse público. Na nota técnica, a PFDC propõe diretrizes institucionais voltadas à prevenção e ao enfrentamento dessas práticas, para garantir a efetiva proteção das liberdades de expressão e de imprensa e o direito à informação na ordem democrática.

Denuncie – Jornalistas, comunicadores, defensores de direitos humanos e outros cidadãos podem encaminhar ao MPF informações sobre situações de assédio judicial ou outros obstáculos à liberdade de imprensa pelos seguintes meios:

Rondoniagora.com

FonteVia: rondoniagora

Continue Reading

GERAL

Marcelo Cruz participa de reunião na Agero para discutir demandas dos taxistas de Rondônia – Política

Published

on

By

O deputado estadual Marcelo Cruz (PRTB) participou nesta quarta-feira (10) de uma reunião na Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Rondônia (Agero). O encontro aconteceu na sede da instituição e contou com a presença da diretora-presidente, Silvia Lucas da Silva Dias.

A reunião também reuniu representantes da Associação dos Profissionais Taxistas de Rondônia (Aptaxi-RO), entre eles o presidente Alexandre e o representante conhecido como Bolacha. O objetivo foi apresentar demandas da categoria e discutir alternativas para fortalecer o setor no estado.

Durante o encontro, os participantes abordaram questões relacionadas à atuação dos taxistas, buscando melhorias para o exercício da atividade e maior diálogo com os órgãos responsáveis pela regulamentação e fiscalização do transporte de passageiros.

A Agero é o órgão responsável por regular, fiscalizar e acompanhar a prestação dos serviços públicos delegados pelo Governo de Rondônia. Sua missão é garantir que esses serviços sejam oferecidos à população com qualidade, segurança, eficiência e dentro das normas estabelecidas.

Além da fiscalização, a agência atua como mediadora entre usuários, empresas prestadoras de serviços e o poder público. A instituição também recebe reclamações, denúncias e sugestões da população, contribuindo para a melhoria dos serviços prestados.

A Aptaxi-RO é uma entidade criada para representar os profissionais taxistas de Rondônia. A associação trabalha na defesa dos interesses da categoria, promovendo o diálogo com órgãos públicos e acompanhando políticas voltadas ao transporte de passageiros.

A entidade também atua na orientação dos profissionais sobre regulamentações, licenças, fiscalização e demais questões relacionadas ao transporte urbano e intermunicipal. O trabalho busca fortalecer a categoria e contribuir para melhores condições de atuação dos taxistas.

Durante a reunião, Marcelo Cruz destacou a importância da parceria entre os órgãos públicos e as entidades representativas para encontrar soluções que beneficiem tanto os profissionais quanto a população que utiliza os serviços de transporte.

“Este encontro demonstra a importância do diálogo permanente entre a Agero e a Aptaxi-RO. A agência exerce um papel fundamental na regulação e fiscalização dos serviços públicos, enquanto a associação representa os profissionais que atuam diariamente atendendo a população. Nosso compromisso é apoiar iniciativas que fortaleçam a categoria dos taxistas, garantam segurança jurídica aos trabalhadores e contribuam para um transporte cada vez mais eficiente e de qualidade para os rondonienses”, afirmou Marcelo Cruz.

Rondoniagora.com

FonteVia: rondoniagora

Continue Reading

Trending

Copyright © 2017 Zox News Theme. Theme by MVP Themes, powered by WordPress.