O vereador de Porto Velho e pré-candidato a deputado federal pelo PSD, Pastor Evanildo Ferreira, e o deputado estadual Marcelo Cruz (Avante), pré-candidato à reeleição, cumpriram no final de semana uma extensa agenda de visitas nos municípios de Campo Novo de Rondônia, Ariquemes e Ji-Paraná. Durante o roteiro, as lideranças participaram de encontros com representantes de instituições, empresários, produtores rurais, líderes religiosos e moradores das comunidades.
Em Campo Novo de Rondônia, Marcelo Cruz e Pastor Evanildo participaram da entrega de um espalhador de calcário, uma grade aradora e recursos superiores a R$ 170 mil destinados à aquisição de 49 implementos agrícolas. A agenda contou com a presença do prefeito Alexandre, do secretário Marco Aurélio, da secretária Adriana, do presidente Didi e de lideranças locais.
A ação teve como objetivo fortalecer a agricultura familiar e oferecer melhores condições de trabalho aos produtores rurais do município. Segundo as lideranças, investimentos em equipamentos agrícolas contribuem diretamente para o aumento da produtividade e para o desenvolvimento econômico local.
Ainda em Campo Novo, Marcelo Cruz e Pastor Evanildo visitaram a Equipe Strong, grupo reconhecido pelo trabalho realizado na organização de trilhas de motos e no incentivo ao esporte e ao turismo na região. O encontro permitiu conhecer de perto iniciativas que movimentam a economia e promovem lazer para a população.
A agenda também incluiu uma visita à Associação Sol Nascente, onde foram recebidos por representantes da entidade. O momento foi marcado por diálogo e troca de experiências sobre projetos que contribuem para o desenvolvimento social e comunitário da região.
Outra visita realizada em Campo Novo foi ao pastor Mark Cortez, presidente da Igreja Assembleia de Deus no município. Durante o encontro, foram discutidos temas relacionados ao fortalecimento das comunidades e à importância do trabalho desenvolvido pelas instituições religiosas junto à população.
Em Ariquemes, as lideranças estiveram reunidas com Lucilene, da Academia Get, e Elton, da Ecosystem. O encontro abordou temas ligados ao empreendedorismo, geração de oportunidades e desenvolvimento econômico, além da troca de ideias sobre iniciativas voltadas ao crescimento do estado.
Já em Ji-Paraná, Marcelo Cruz e Pastor Evanildo se encontraram com os amigos Nilson e Erismar. A reunião foi marcada por conversas sobre novos projetos, fortalecimento de parcerias e perspectivas para o desenvolvimento da região.
Para Marcelo Cruz, as visitas permitem compreender melhor a realidade de cada município e aproximar o mandato das necessidades da população. “Passamos por Itapuã do Oeste, Alto Paraíso, Ariquemes, Campo Novo e agora estamos em Ji-Paraná. Cada cidade tem sua realidade e seus desafios. Nosso trabalho é estar presente, conversar com as pessoas, acompanhar as necessidades de cada região e buscar soluções que contribuam para o desenvolvimento dos municípios. Política se faz com presença, diálogo e compromisso com a população”, destacou.
Pastor Evanildo Ferreira ressaltou que o contato direto com as comunidades é fundamental para conhecer as demandas locais e fortalecer o relacionamento com a população. “Cada visita nos permite aprender mais sobre a realidade das pessoas, conversar com lideranças, empresários, produtores e moradores. Estamos percorrendo Rondônia para ouvir, dialogar e compreender as dificuldades enfrentadas em cada região. Esse contato é importante para construir propostas e contribuir com o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou.
Uma adolescente de 17 anos ficou com lesões na boca, pescoço e perna após ser agredida enquanto segurava a filha de 11 meses no colo, em um caso de violência doméstica registrado no fim da tarde deste domingo (14), no bairro Areia Branca, zona Sul de Porto Velho.
A vítima disse aos policiais que foi atacada pela ex-sogra, uma mulher de 38 anos, com tapas no rosto, puxões de cabelo e chutes.
Durante a confusão, ela afirmou ainda que o ex-marido, de 21 anos e pai da criança, pegou seu celular e deixou o local acompanhado da mãe.
Com as informações repassadas pela adolescente, os policiais iniciaram buscas e localizaram os dois envolvidos. Durante a ação, foi encontrado um aparelho Samsung A17 reconhecido pela vítima como sendo de sua propriedade. O telefone foi devolvido à jovem.
A adolescente manifestou interesse em dar prosseguimento ao caso e pediu medidas protetivas por temer pela própria segurança. Ela também informou que já existe um registro anterior de violência doméstica envolvendo o ex-marido.
Após serem localizados pelos policiais, o jovem de 21 anos e a mulher de 38 anos foram presos.
Projetos de lei para estimular novos doadores, apoio a campanhas de coleta e aprovação de recursos destinados ao funcionamento da rede de hemoterapia fazem parte das iniciativas que colocaram a doação de sangue entre prioridade dos deputados estaduais nos últimos anos.
Durante o Junho Vermelho, campanha nacional de conscientização sobre a importância da doação regular, os parlamentares destacam a necessidade de manter os estoques dos hemocentros preparados para atender a demanda da população.
A mobilização também marca o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado neste domingo (14). A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em homenagem ao médico e imunologista austríaco Karl Landsteiner, responsável pela descoberta do sistema ABO de grupos sanguíneos. Após a coleta, o material é separado em diferentes componentes, como hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado, permitindo que uma única doação beneficie até quatro pessoas.
Dentro desse contexto, a Assembleia Legislativa também tem participado de iniciativas voltadas à ampliação das doações e ao fortalecimento da rede pública de atendimento. Em setembro do ano passado, a Casa de Leis promoveu uma mobilização para doação de sangue e cadastro de medula óssea em parceria com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron).
A ação foi proposta pela deputada Ieda Chaves (União Brasil) e teve como principal objetivo auxiliar na busca por um doador compatível para Davi Lucas, menino de 9 anos de Porto Velho que enfrenta tratamento contra a leucemia. A mobilização contou ainda com o apoio de diversos parlamentares.
Além das campanhas de conscientização, a Assembleia tem aprovado recursos destinados à manutenção e fortalecimento da estrutura de saúde do estado. Entre as medidas adotadas estão créditos adicionais suplementares destinados ao funcionamento do hemocentro e das unidades de coleta de sangue, contribuindo para a continuidade dos serviços prestados à população.
O incentivo à doação também tem avançado por meio de propostas apresentadas pelos deputados estaduais. Uma delas é o projeto de lei 1349/2026, de autoria do deputado Ribeiro do Sinpol (PRD), que autoriza o Poder Executivo a conceder desconto no IPVA para doadores regulares de sangue em Rondônia.
Outra iniciativa foi apresentada pelo deputado Alan Queiroz (PL). O projeto de lei ordinária 1277/2026 institui o Programa Estadual de Conversão Educativa de Penalidades Administrativas de Trânsito em Doação Voluntária de Sangue ou Medula Óssea, buscando ampliar a participação da população em ações solidárias e de interesse coletivo.
Assistente Social Maria Luiza Pereira detalha os passos para doação e tipos de sangue (Foto: Divulgação)
Prioridades da Casa diz presidente da Comissão de Saúde
Presidente da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa, o deputado Dr. Luís do Hospital (Novo) destacou que a saúde pública permanece entre as prioridades das ações desenvolvidas pelo Parlamento estadual.
“A saúde pública é uma das principais bandeiras do nosso mandato. Ao longo dos últimos anos, temos atuado tanto na fiscalização das políticas públicas quanto na destinação de recursos e na criação de leis que ampliem o acesso da população aos serviços de saúde”, afirmou.
O parlamentar ressaltou ainda a entrega de ambulâncias, veículos para vigilância em saúde, equipamentos hospitalares, transporte para pacientes e investimentos em hospitais e unidades de saúde em diversas regiões do estado.
Segundo ele, o apoio às ações de coleta de sangue também tem feito parte desse trabalho. “Em parceria com a Fhemeron, apoiamos ações para ampliar as coletas no interior do estado, incluindo campanhas inéditas em municípios e distritos que historicamente enfrentam dificuldades para acesso a esse serviço.
Um exemplo foi a articulação que garantiu a realização de coletas em Jaru e Tarilândia, contribuindo para o fortalecimento dos estoques da rede pública”, destacou.
Dr. Luís do Hospital também reforçou a importância da participação da população durante a campanha.
“Doar sangue é um gesto simples que salva vidas. Por isso, aproveitamos a data para conscientizar a população sobre a importância de manter os estoques abastecidos durante todo o ano. Como presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, sigo trabalhando para fortalecer a rede pública de saúde e ampliar o acesso da população aos serviços essenciais em todas as regiões de Rondônia”, concluiu.
Fhemeron alerta para baixo estoque de tipos sanguíneos negativos
Assistente social da Fhemeron, Maria Luiza Pereira,
Enquanto os estoques dos tipos sanguíneos com fator RH positivo permanecem em situação considerada satisfatória em Rondônia, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado (Fhemeron) mantém atenção especial aos tipos negativos, que apresentam menor disponibilidade e exigem mobilização constante de doadores.
Segundo a assistente social da Fhemeron, Maria Luiza Pereira, os tipos “O negativo”, “A negativo” e “B negativo” são os que mais preocupam devido à baixa quantidade de bolsas disponíveis.
“Os tipos RH positivo estão em estado satisfatório. A gente está conseguindo atender toda a demanda transfusional do estado inteiro. Só que estamos trabalhando com um estoque muito baixo dos negativos. O negativo, A negativo e B negativo são sangues mais raros e, quando existe uma demanda maior, precisamos de uma mobilização maior de doadores”, explicou.
A especialista destaca que os tipos mais utilizados na rotina hospitalar são o “A positivo” e o “O positivo”, o que torna a doação regular ainda mais importante.
“São os tipos mais usados. Quanto mais doadores nós temos desses grupos, mais conseguimos atender os pacientes que necessitam dessas bolsas de sangue”, afirmou.
Quem pode doar
De acordo com Maria Luiza Pereira, a doação é destinada a pessoas saudáveis e com peso superior a 50 quilos.
Pessoas com gripe ou febre não podem doar temporariamente. No caso de hipertensão, a condição precisa estar controlada para que a doação seja realizada com segurança.
“Você doa sangue para salvar vidas. Então, precisa estar saudável para poder ajudar alguém”, ressaltou.
Impedimentos temporários
Entre os impedimentos temporários estão gripe, febre, gravidez e amamentação.
Segundo a Fhemeron, mulheres que estejam amamentando somente podem doar após 12 meses do nascimento da criança. O mesmo prazo é exigido para pessoas que tiveram malária, realizaram exames como endoscopia digestiva ou colonoscopia, ou passaram por procedimentos como tatuagem, piercing ou micropigmentação.
Como funciona a doação
O processo de doação começa com o cadastro do voluntário. Em seguida, o candidato passa por uma pré-triagem, quando são verificados peso, temperatura e sinais vitais.
Após essa etapa, ocorre a triagem clínica, conduzida por profissional de saúde, com perguntas relacionadas às condições do doador. Estando apto, o voluntário segue para a coleta.
A retirada do sangue dura, em média, 15 minutos. Junto com a bolsa coletada, também são retiradas amostras para exames sorológicos e para a confirmação da tipagem sanguínea.
Uma doação pode ajudar até quatro pessoas
Depois da coleta, o material segue para o setor de fracionamento, onde ocorre a separação dos componentes sanguíneos.
Por meio de um processo realizado em centrífuga, a bolsa é dividida em plasma, plaquetas e hemácias. A partir do plasma, ainda podem ser obtidos outros hemoderivados utilizados nos tratamentos de pacientes.
“Por isso se fala que uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas. Eu faço uma doação e consigo ajudar até quatro pessoas diferentes”, explicou Maria Luiza.
Onde doar em Rondônia
O hemocentro coordenador funciona em Porto Velho e é responsável pela realização dos exames laboratoriais das bolsas coletadas em todo o estado. Além da Capital, Rondônia possui hemocentros regionais em Ji-Paraná, Ariquemes, Vilhena, Cacoal e Rolim de Moura. A rede conta ainda com um posto de coleta em Guajará-Mirim.
Policial Charles Elias é doador há mais de 20 anos e diz que a motivação é salvar vidas (Divulgação)
As bolsas permanecem armazenadas nas unidades regionais, enquanto as amostras de sangue são encaminhadas para Porto Velho, onde são realizados os testes sorológicos necessários antes da liberação para uso transfusional.
Entre o medo e a solidariedade, a decisão de doar
O policial civil e doador de sangue há mais de duas décadas, Charles Elias, afirma que a principal motivação para manter as doações regulares é a possibilidade de ajudar quem precisa. “Doar sangue é um ato de solidariedade. Não custa nada e pode salvar vidas. Eu faço isso desde os 18 anos e sempre tive uma experiência muito tranquila. É um gesto simples, mas que tem um impacto enorme para quem está precisando.”
Ele aproveita para incentivar novas pessoas a se tornarem doadoras. “Muitas vezes o receio é maior do que a realidade. A doação é rápida, segura e aquele sangue pode ajudar várias pessoas. Quando pensamos que podemos contribuir para salvar vidas, qualquer medo vale a pena ser superado.” Para Charles, a doação representa mais do que um gesto de cidadania. “Toda vez que vou doar, sinto que estou fazendo o bem e ajudando o próximo. Saber que a sua atitude pode fazer diferença na vida de alguém é algo que não tem preço.”
Doador frequente, ele garante que pretende continuar contribuindo. “Eu procuro cumprir todas as doações que posso fazer ao longo do ano. É um compromisso que assumo porque sei da importância que esse gesto tem para quem depende de uma bolsa de sangue.”
Medo inicial, mas sensação mudou
O servidor público e jogador de basquete Diego Alexandre explica que teve sensações diferentes com a experiência da doação. Ele relata que a primeira doação foi motivada pela necessidade do familiar de um grande amigo. “Assim que soube que precisavam do meu tipo sanguíneo, não pensei duas vezes, soube na hora que precisava ajudar de alguma forma”.
Mas a experiência inicial foi marcante. “Para ser sincero, a primeira sensação foi de medo, pois eu não sabia exatamente como funcionava o processo. No entanto, assim que cheguei ao hemocentro, fui tão bem atendido que toda a ansiedade desapareceu. No momento da doação, o medo deu lugar ao entendimento real da importância daquele ato”.
Para o funcionário público, ajudar a salvar vidas é bem gratificante. “É um sentimento indescritível. Perceber que um gesto tão simples e rápido para nós pode significar uma vida inteira pela frente para quem precisa é muito forte. Saber que, naquele momento, nós somos a esperança de alguém traz um propósito enorme”.
Diego também aproveita para deixar uma mensagem para quem ainda não é doador. “Busque informação e deixe o medo de lado. O processo é extremamente simples, seguro e rápido. O pequeno incômodo de uma agulha não chega nem perto do tamanho do impacto de salvar uma vida”
Reduzir os índices de sinistros, despertar o sentimento de coletividade e plantar a semente da segurança viária na rotina de pedestres, ciclistas e motoristas. Foi com esses objetivos fundamentais que o movimento Maio Amarelo ganhou força em Rondônia, trazendo à tona o lema essencial de que, nas ruas e estradas, enxergar o outro é a chave para salvar vidas.
Ao longo de todo o mês, o foco esteve em humanizar as relações no trânsito, transformando a fiscalização e a orientação em ferramentas de cidadania.
O resultado dessa intensa mobilização traduziu-se em um balanço expressivo de 1.511 ações realizadas e 72.547 pessoas diretamente sensibilizadas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RO), que atuou de forma totalmente descentralizada. Os trabalhos integraram os esforços da Escola Pública de Trânsito (EPT) e da Diretoria Técnica de Fiscalização e Ações de Trânsito (DTFAT), alcançando simultaneamente as dez regionais do estado: Ariquemes, Cacoal, Costa Marques, Guajará-Mirim, Jaru, Ji-Paraná, Ouro Preto, Porto Velho, Rolim de Moura e Vilhena.
Para o governador de Rondônia Marcos Rocha, o Maio Amarelo investir em educação para o trânsito reflete diretamente na proteção das pessoas. “O Maio Amarelo mobilizou milhares de rondonienses e mostrou que a conscientização é uma das ferramentas mais eficazes para reduzir sinistros e salvar vidas”, pontuou.
A programação se estendeu desde palestras nas salas de aula de todos os níveis de ensino, do infantil ao superior, até intervenções diretas no espaço urbano, como os tradicionais pit stops e blitze educativas.
Encontro de gerações
EDUCAÇÃO LÚDICA E INTEGRAÇÃO DE GERAÇÕES
A Escola Pública de Trânsito (EPT) virou um lugar de referência para novas ideias e ações com o projeto Detran em Movimento. O espaço reuniu estudantes da rede pública municipal e estadual, além de integrantes de projetos sociais como o Pelotão Mirim, escoteiros e desbravadores. As crianças e jovens participaram de circuitos de jogos pedagógicos, assistiram a peças teatrais focadas em comportamentos seguros e vivenciaram regras de mobilidade urbana em uma pista simulada com carrinhos, aprendendo na prática o valor do cinto de segurança e o respeito aos semáforos, faixas de pedestres e agentes de trânsito.
Além dos jovens, o respeito atravessou gerações em um encontro emocionante promovido na EPT. Alunos da Escola Lydia Johnson receberam o grupo de idosos Carimbó Cheiro do Pará, do Sesc Rondônia. A atividade, denominada Encontro de Gerações, evidenciou a empatia como o verdadeiro espírito do Maio Amarelo, provando que o cuidado com o próximo é um elo que une diferentes idades em prol de vias mais seguras.
Amarelaço: A população vestiu a cor do movimento Maio Amarelo para participar de diversas mobilizações CONSCIENTIZAÇÃO POR TODO O ES
TADA
A criatividade foi a marca registrada da campanha Maio Amarelo 2026. Com o Amarelaço, a população vestiu a cor do movimento para participar de corridas, passeios ciclísticos e atividades físicas focadas no bem-estar e na reflexão sobre o comportamento no trânsito. Entre os destaques estiveram o Ciclotour, os passeios ciclísticos promovidos em diferentes municípios e as corridas temáticas que incentivaram a prática esportiva associada à conscientização para a segurança viária.
Em Ariquemes, os moradores puderam vivenciar o CineDrive, uma experiência interativa que utilizou o cinema para aproximar as pessoas de mensagens sobre responsabilidade no trânsito, fortalecendo o caráter educativo da campanha.
A história da mobilização global e a evolução dos equipamentos de proteção também foram apresentadas na ação Túnel do Trânsito. Complementando as atividades urbanas, voluntários utilizaram recursos dramáticos em ruas, rodoviárias e postos de saúde. Em todos os municípios rondonienses, servidores do Detran-RO realizaram encenações do impacto real que as escolhas no trânsito têm sobre a vida humana.
O diretor-geral do Detran Rondônia, Sandro Rocha, ressaltou que os resultados alcançados refletem o empenho dos servidores e a ampliação das estratégias educativas adotadas pela autarquia. “Mais do que números, estamos falando de vidas impactadas. Levamos orientação para escolas, comunidades urbanas, áreas rurais, regiões de fronteira e localidades ribeirinhas. O Maio Amarelo demonstrou que a educação para o trânsito precisa estar presente em todos os espaços da sociedade, fortalecendo a cultura da responsabilidade e do respeito mútuo”, afirmou.
A programação também contemplou iniciativas inéditas, como o Projeto Travessia, que contou histórias reais de pessoas que veem o trânsito de múltiplas formas; o Projeto Farol das Letras, que associou educação, leitura e cidadania; e a parceria entre Rondônia e Amazonas, que possibilitou a visita de estudantes de Humaitá à Escola Pública de Trânsito, promovendo a troca de experiências e fortalecendo a cultura de segurança viária entre os estados.
Outro destaque foi o Projeto Motovida, que realizou o Curso de Motolância voltado à qualificação de profissionais que utilizam motocicletas em atendimentos de emergência, contribuindo para a formação de condutores mais preparados e conscientes.
Atuação binacional Brasil e Bolívia
INCLUSÃO ALÉM DAS FRONTEIRAS E ESTRADAS
Rompendo barreiras geográficas, a conscientização também navegou pelos rios do estado. Por meio do projeto No Rio, Na Rua e Na Floresta, o trabalho educativo chegou de forma inédita às comunidades ribeirinhas de Calama, São Carlos, Lago do Cuniã, Demarcação e Nazaré. Com palestras lúdicas e a presença dos mascotes Vidinha e Ligadinho, adultos e crianças receberam orientações adaptadas à realidade local, ampliando o alcance das ações educativas para regiões de difícil acesso.
A campanha também ganhou caráter internacional na fronteira rondoniense por meio do Projeto Conexão Segura. A atuação binacional Brasil x Bolívia promoveu atividades conjuntas de educação para o trânsito em Guajará-Mirim e Guayaramerín. Com apoio da Polícia de Trânsito boliviana, a iniciativa levou abordagens educativas ao porto alfandegário e a instituições de ensino, fortalecendo a cooperação entre os países vizinhos e preparando o caminho para uma integração ainda maior com a futura ponte internacional.
Para o diretor da Escola Pública de Trânsito, Hassan Hijazi, a diversidade das ações foi determinante para ampliar o alcance da mensagem do Maio Amarelo. “Buscamos desenvolver atividades capazes de dialogar com diferentes públicos e realidades. A educação para o trânsito acontece na escola, na comunidade, no esporte, na cultura e até mesmo nas regiões mais distantes do estado. Quando conseguimos envolver crianças, jovens, adultos e idosos nesse processo, fortalecemos a construção de um trânsito mais seguro para todos”, enfatizou.