O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os efeitos da condenação criminal contra o ex-senador Acir Gurgacz e restabeleceu sua elegibilidade para as eleições de 2026. A decisão provisória permite que ele registre a candidatura e participe da disputa nesse ano até o julgamento definitivo da revisão criminal apresentada pela defesa. É a segunda vitória do político nas últimas horas. Ele já havia garantido liminar para suspender decisão do TRE que o impedia de registrar candidatura.
A medida foi concedida nesta segunda-feira (3) na Revisão Criminal 6.089. Nunes Marques também determinou o envio urgente de ofício ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) para o cumprimento da decisão. A medida ainda será submetida ao referendo da Segunda Turma do STF, em sessão do Plenário Virtual.
Acir foi condenado pela Primeira Turma do STF a 4 anos e 6 meses de prisão. Na mesma ação penal, ele foi absolvido das acusações de obtenção de financiamento mediante fraude e estelionato por falta de provas suficientes para a condenação. A defesa informou na revisão criminal que a decisão já havia transitado em julgado, que a pena privativa de liberdade foi cumprida e que o dano foi reparado.
Nulidade
A possível nulidade apontada por Nunes Marques está relacionada à competência do STF para julgar o processo. Os fatos que deram origem à condenação ocorreram entre 2003 e 2004, quando Acir ainda não exercia o mandato de senador, e não tinham relação com a atividade parlamentar que ele desempenharia posteriormente.
Durante o julgamento da ação penal, em fevereiro de 2018, a defesa questionou a competência do Supremo para analisar o caso. A questão foi debatida pelos ministros Alexandre de Moraes, Marco Aurélio e Luís Roberto Barroso, mas não chegou a ser submetida à votação formal do colegiado. Os ministros Luiz Fux e Rosa Weber não tiveram os votos colhidos sobre essa preliminar, e a Turma avançou diretamente para o mérito da acusação. Ao analisar o pedido urgente, Nunes Marques afirmou que há plausibilidade na alegação de violação à lei processual penal e ao devido processo legal. O ministro destacou que o acórdão condenatório não apresentou fundamentos para afastar a alegação de incompetência absoluta do STF, apesar de a defesa ter levantado a questão antes do julgamento.
A revisão sustenta que a ausência de uma decisão formal sobre a competência contrariou o artigo 381, inciso III, do Código de Processo Penal, que exige a indicação dos fundamentos de fato e de direito nas decisões judiciais. Para o relator, essa tese se enquadra, em análise inicial, na hipótese de revisão criminal contra condenação contrária ao texto expresso da lei penal.
Argumento novo
Nunes Marques também considerou que o argumento apresentado agora é juridicamente novo. A questão sobre a ausência de decisão formal a respeito da competência não havia sido levantada nem examinada nas revisões criminais anteriores apresentadas por Acir, afastando, nesta análise preliminar, a possibilidade de simples repetição de pedidos.
O ministro citou o entendimento firmado pelo STF em 2018, quando estabeleceu que o foro por prerrogativa de função se aplica apenas a crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas.
Embora a condenação de Acir tenha sido decidida em fevereiro de 2018, antes da definição dessa orientação, a ação ainda não estava encerrada. Embargos de declaração apresentados pela defesa e pelo Ministério Público só foram julgados em 25 de setembro de 2019. Na avaliação do relator, o STF deveria ter examinado a incompetência da Corte pelo menos durante o julgamento desses recursos, quando o novo entendimento já estava consolidado.
A decisão também cita julgamentos posteriores quando o Supremo reafirmou que o foro especial permanece, mesmo depois da saída do cargo, somente quando os crimes tiverem sido praticados durante o mandato e em razão das funções exercidas. Em maio de 2026, o STF esclareceu ainda que as regras de competência absoluta têm aplicação imediata aos processos em andamento, inclusive aos casos já sentenciados que estejam em fase recursal.
No caso de Acir, o suposto crime ocorreu antes de ele assumir o mandato e não tinha relação com a função parlamentar. Por isso, Nunes Marques considerou plausível a tese de que o Supremo não seria o órgão competente para processar e julgar a ação penal.
MPF favorável
O Ministério Público Federal também se manifestou favoravelmente à revisão criminal. Em parecer apresentado ao STF, o órgão defendeu o reconhecimento da incompetência da Corte, a anulação da condenação e de seus efeitos penais e o envio do processo ao juízo competente, que deverá decidir sobre eventual prescrição e sobre a continuidade da ação. A defesa havia pedido a suspensão imediata de todos os efeitos da condenação após o parecer favorável do Ministério Público. O argumento foi de que Acir permanecia inelegível, no mínimo, até 2030, o que o impediria de disputar as eleições de 2026.
Para reconhecer a urgência, Nunes Marques considerou a proximidade dos prazos eleitorais. A decisão registra que as convenções partidárias terminam em 5 de agosto e que partidos têm até 15 de agosto para formalizar os registros de candidatura na Justiça Eleitoral.
Segundo o relator, aguardar o julgamento definitivo poderia tornar ineficaz uma eventual decisão favorável a Acir, pois ele perderia a possibilidade de registrar a candidatura. A suspensão foi concedida para preservar o resultado útil da revisão criminal.
Um foragido foi baleado após atirar contra uma equipe da Polícia Militar durante patrulhamento da Operação Maximus na madrugada desta quarta-feira (5), no bairro Mariana, zona leste de Porto Velho.
A guarnição fazia patrulhamento pela rua Eça de Queiroz, esquina com a rua Menino de Deus, quando percebeu pessoas em atitude suspeita em uma residência. Ao notar a aproximação dos policiais, um dos homens fugiu com uma arma de fogo na mão e disparou. Houve reação e o criminoso foi ferido.
O baleado foi identificado como Dieimisson M. M., que também possuía um mandado de prisão em aberto. Depois que o confronto terminou, os próprios policiais prestaram os primeiros socorros e o encaminharam ao Pronto-Socorro João Paulo II.
Durante a continuidade da ocorrência, os militares encontraram, na varanda do imóvel, cinco homens, uma mulher e uma adolescente preparando e fracionando entorpecentes para comercialização.
Conforme os relatos dos suspeitos, as drogas pertenceriam a uma mulher. O nome do responsável pela venda dos entorpecentes também foi informado. Com apoio do Canil do BPChoque, os policiais fizeram buscas no apartamento, localizado em frente à residência onde ocorreu a primeira abordagem.
No imóvel, os cães localizaram duas porções grandes de maconha e parte do dinheiro proveniente da venda de drogas.
Ao final das buscas, a PM apreendeu 242 invólucros de maconha, cocaína e crack, além de duas porções grandes de maconha e duas de crack. Também foram encontrados R$ 1.207,70 em dinheiro,
Os envolvidos foram presos e encaminhados ao Departamento de Flagrantes.
O home office e o modelo híbrido de trabalho se consolidaram como parte da rotina de milhares de trabalhadores em Rondônia. Mas trouxeram junto um problema que raramente aparece nos contratos: a dependência total de uma internet estável para manter o emprego em dia.
Gestores de equipes remotas relatam que atrasos, quedas de chamada e reuniões interrompidas por instabilidade de rede já entraram na lista informal de critérios de avaliação de desempenho.
Não é exagero
Pesquisas sobre produtividade em trabalho remoto, conduzidas por empresas de recursos humanos nos últimos anos, apontam a qualidade da internet doméstica como um dos três principais fatores que afetam a percepção de comprometimento do funcionário – ao lado de pontualidade e entrega de tarefas.
Um profissional que trava três vezes em uma reunião de 30 minutos passa a mensagem de instabilidade, mesmo que o problema não seja dele, mas do provedor.
O impacto vai além da reunião perdida
Envio de arquivos grandes, uso de sistemas em nuvem, ligações de vídeo com clientes e plataformas de gestão de projetos exigem conexão constante, não apenas rápida. Uma internet que tem pico de velocidade alto, mas cai por segundos várias vezes ao dia, prejudica mais o trabalho do que uma conexão mais modesta, porém estável.
Internet como infraestrutura profissional
Consultores de produtividade recomendam que trabalhadores remotos tratem a internet como parte da infraestrutura profissional – no mesmo nível de um computador adequado ou uma cadeira ergonômica, e não como um custo doméstico qualquer.
A orientação inclui testar a conexão em horários de maior uso da casa, não só pela manhã, e verificar com o provedor se há garantia de estabilidade contratual, e não apenas de velocidade.
Em um mercado de trabalho remoto cada vez mais competitivo, onde vagas em Rondônia disputam espaço com profissionais de todo o Brasil, a estabilidade da conexão deixou de ser detalhe técnico para se tornar parte da entrega profissional.
Entre as opções disponíveis no estado, a Brasil Digital Telecom vem sendo citada por profissionais de home office como uma alternativa que prioriza estabilidade constante ao longo do dia, e não apenas velocidade de pico anunciada em contrato.
O ex-prefeito da capital, Hildon Chaves e o deputado estadual Cirone Deiró terão os nomes confirmados nesta segunda-feira (3) na chapa da federação formada por União Brasil e Progressistas para a disputa pelo Governo de Rondônia. A convenção também definirá Silvia Cristina e Mariana Carvalho como candidatas ao Senado. O evento acontece no auditório da Unopar, no bairro Lagoa, em Porto Velho a partir das 18 horas.
Além da chapa majoritária, a convenção definirá os nomes da federação que disputarão as 8 vagas para deputado federal e as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Rondônia.
Em declaração divulgada antes da convenção, Hildon Chaves afirmou que a composição da chapa reúne pessoas preparadas para administrar o Estado e destacou a escolha de Cirone Deiró como candidato a vice-governador. Segundo ele, ambos compartilham experiências no setor empresarial e ingressaram na política com o propósito de contribuir para o desenvolvimento de Rondônia.
Hildon também ressaltou a participação de Silvia Cristina e Mariana Carvalho na chapa ao Senado. Destacou a atuação de Silvia Cristina na área da saúde e afirmou que Mariana Carvalho contribuiu com recursos destinados a obras executadas durante sua gestão na Prefeitura de Porto Velho, incluindo a construção da nova rodoviária, além de outras iniciativas desenvolvidas na capital.