Com o rio Madeira atingindo a cota de 4,20 metros, o monitoramento foi intensificado em Porto Velho. A Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil acompanha a redução do nível do rio e mantém equipes mobilizadas para antecipar possíveis impactos às comunidades do Baixo Madeira.
O acompanhamento considera não apenas a cota, mas também a vazão do rio e os levantamentos técnicos realizados por órgãos especializados. De acordo com o diretor executivo da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil, coronel Marcelo Duarte, os dados já apontavam para a possibilidade de redução. “Os estudos do Censipam e os apontamentos do Serviço Geológico do Brasil já indicavam essa redução e isso está se confirmando. Hoje estamos acompanhando de perto a cota e também a vazão do Rio Madeira.”
Estado de Atenção
A preocupação aumenta à medida que o nível se aproxima de novas marcas. Segundo a Defesa Civil Municipal, quando o Rio Madeira ficar abaixo dos 4 metros, Porto Velho entra em estado de atenção. Caso alcance 3 metros, a situação passa para estado de alerta.
Léo Moraes destacou a importância da prevenção para garantir assistência às comunidadesCom a cota em 4,20 metros, apenas 20 centímetros separam o município do primeiro nível de atenção estabelecido para o período de baixa do rio. “Faltam 20 centímetros para entrarmos no estado de atenção. Com três metros, chegamos ao estado de alerta. Por isso é fundamental manter esse monitoramento frequente e acompanhar qualquer mudança no comportamento do rio.”
O prefeito Léo Moraes destacou que o trabalho preventivo busca garantir que as comunidades sejam assistidas antes que os impactos da redução do nível do rio se agravem. “Estamos trabalhando de forma antecipada, acompanhando de perto o comportamento do Rio Madeira e levando assistência para as comunidades que mais precisam. Nosso objetivo é garantir água potável, segurança e dignidade para as famílias ribeirinhas, sem esperar a situação se agravar para agir”.
Trabalho Antecipado
Antes mesmo de o Rio Madeira alcançar os atuais 4,20 metros, equipes municipais já haviam iniciado visitas às comunidades. Há cerca de um mês, a Defesa Civil vem percorrendo localidades para identificar necessidades e buscar alternativas principalmente relacionadas ao acesso à água potável.
De acordo com o coronel Marcelo Duarte, os dados já apontavam para a possibilidade de reduçãoA redução do nível dos rios pode dificultar o abastecimento e comprometer fontes utilizadas pelas famílias. Por isso, o trabalho envolve diferentes áreas da administração municipal e busca preparar as comunidades antes que a situação se torne mais crítica. “Há cerca de um mês já estamos visitando as comunidades de maneira antecipada. O objetivo é buscar soluções para o tratamento e o fornecimento de água potável, evitando que essas famílias fiquem desassistidas.”
Água potável e filtros
Entre as medidas adotadas está a avaliação para instalação de filtros destinados ao tratamento da água nas comunidades. Equipes também atuam no abastecimento de água potável em localidades onde a necessidade já foi identificada.
A atuação é realizada de maneira integrada, com uma equipe multidisciplinar acompanhando as condições encontradas em campo e as demandas apresentadas pelos moradores do Baixo Madeira. “Estamos trabalhando com uma equipe multidisciplinar na instalação de filtros para tratamento da água e também no abastecimento de água potável onde existe necessidade. Nossas equipes estão em campo para garantir assistência às comunidades.”
A orientação da Defesa Civil é para que os moradores das comunidades ribeirinhas acompanhem as informações oficiais e fiquem atentos às mudanças no nível do rio. O monitoramento continuará de forma permanente, permitindo que novas medidas sejam adotadas conforme o comportamento do Madeira e as necessidades identificadas nas localidades.
O DIONATO JOSÉ DE OLIVEIRA, localizada na Linha 176, S/N, Km 07, Lote 16, Gleba 04, Bairro Zona Rural, Município de Santa Luzia D’Oeste/RO, Estado de Rondônia, inscrito no CPF nº 113.468.252-20, torna público que requereu junto a SEDAM/COREH (Coordenadoria de Recursos Hídricos), a solicitação de Renovação de Outorga de Direito de Uso dos Recursos Hídricos Superficiais, Averbação de Titularidade e Averbação de Responsável Técnico, para atividade econômica Estação de Tratamento de Efluente (ETE).
RESPONSÁVEL TÉCNICO:
VINISSIUS ROBERTO KWIRANT DE SOUZA ENGENHEIRO AMBIENTAL, CIVIL E SEGURANÇA DO TRABALHO CREA 8.323 D/RO
A motociclista Anailce Monteiro de Matos, 47 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira (19) após cair de uma moto em frente a uma casa de shows na zona leste da capital rondoniense.
Segundo informações preliminares, a vítima seguia pela avenida Mamoré quando perdeu o controle do veículo após passar em uma lombada. Ela caiu, o capacete abriu e bateu a cabeça no asfalto, morrendo ainda no local.
O nível do rio Madeira chegou a 3,15 metros na manhã desta segunda-feira (19), em Porto Velho, registrando uma elevação de 69 centímetros em relação à medição de sexta-feira, de 2,46 metros. Apesar da subida, a cota permanece 78 centímetros abaixo da média de outubro, de 3,93 metros, e a Defesa Civil Municipal alerta para os riscos enfrentados por pescadores, ribeirinhos e condutores de embarcações.
Com o nível ainda abaixo da média, bancos de areia, pedras e outros obstáculos podem dificultar a passagem de barcos. Em determinados trechos, os canais de navegação também podem ficar mais estreitos, aumentando os riscos de encalhamento, colisões e danos às embarcações.
A situação exige atenção das famílias que dependem do rio para trabalhar, pescar, transportar mercadorias e chegar às comunidades ribeirinhas. A orientação é evitar áreas rasas e locais desconhecidos, além de redobrar os cuidados em pontos onde a correnteza permanece intensa.
Outro perigo está nas margens do Madeira. Durante a estiagem, podem ficar expostos os chamados falsos barrancos, formados por sedimentos recentes e pouco firmes. Essas estruturas podem parecer estáveis, mas apresentam risco de desmoronamento, especialmente com a chegada das chuvas.
Pescadores e moradores devem evitar permanecer sobre barrancos instáveis ou próximos de suas bordas. Também não é recomendado utilizar esses locais para apoiar equipamentos ou realizar atividades de pesca.
A medição de 3,15 metros corresponde à régua utilizada como referência para a área urbana de Porto Velho. Em outras regiões, as condições do rio podem variar, tanto na profundidade quanto na intensidade da correnteza e nas possibilidades de navegação.
O prefeito Léo Moraes destacou a importância da prevenção durante o período de águas baixas. O superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil, Marcos Berti, também orientou os usuários do rio a verificar as condições dos trechos antes de iniciar os deslocamentos.
Em situações de risco relacionadas à estiagem, a Defesa Civil Municipal pode ser acionada pelo telefone 199 ou pelo número (69) 98473-2112.