A Energisa Rondônia apresentou, na manhã desta quarta-feira (26), durante encontro realizado na sede da concessionária, em Porto Velho, as estratégias e ações previstas no Plano de Contingência 2026. O seminário reuniu a imprensa e representantes de órgãos públicos para detalhar a preparação da empresa para o período de tempestades no estado.
Em Rondônia, especialmente a partir de setembro e outubro, aumenta a ocorrência de temporais acompanhados por grande volume de raios e fortes rajadas de vento, que podem chegar a 100 km/h. Essas condições podem lançar árvores, galhos, telhas e outros objetos sobre a rede elétrica, provocando o rompimento de cabos, a quebra de estruturas e a queda de postes.
Para enfrentar esse cenário, o Plano de Contingência estabelece procedimentos para a mobilização de equipes, equipamentos, veículos e estruturas operacionais. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta da concessionária, reduzir os impactos das ocorrências e restabelecer o fornecimento de energia com segurança e no menor tempo possível.
“Nossa atuação começa antes mesmo da tempestade. O monitoramento climático nos ajuda a antecipar os riscos, direcionar equipes e posicionar veículos e equipamentos nas regiões que podem ser mais afetadas. Em situações de maior impacto, ampliamos toda essa estrutura para que o atendimento avance com segurança e agilidade. Nossas equipes atuam 24 horas por dia, 7 dias por semana.”, destacou Carlos Augusto Finco, gerente de Operações da Energisa Rondônia.
Operação enfrenta longas distâncias e áreas de difícil acesso
A dimensão territorial de Rondônia e a localização de mais de 80% da rede de distribuição fora das áreas urbanas, principalmente em regiões rurais e remotas, tornam a operação especialmente complexa. Estradas com lama, áreas alagadiças, longas distâncias e trechos de mata fechada fazem parte da rotina das equipes.
Durante situações críticas, a Energisa realiza grandes operações logísticas, com a mobilização de equipes extras e estruturas de apoio. Os profissionais atuam de forma ininterrupta, 24 horas por dia.
A frota da concessionária no estado ultrapassa 800 veículos, distribuídos por todas as regiões de Rondônia e preparados para diferentes condições geográficas. A estrutura inclui veículos operacionais leves e médios, automóveis de apoio, caminhões com guindaste, caminhões com cestos aéreos, tratores, motocicletas, barcos, veículos especiais para terrenos de difícil acesso e subestações móveis.
Monitoramento climático em tempo real
A preparação também considera os possíveis efeitos do El Niño em 2026. O fenômeno pode intensificar o calor, prolongar a estiagem e atrasar a consolidação do período chuvoso em Rondônia. Mesmo assim, a transição entre os períodos seco e chuvoso pode ser marcada por temporais isolados e intensos, o que exige atenção redobrada e maior resiliência do sistema elétrico.
Durante todo o ano, a Energisa acompanha as condições meteorológicas por meio da NetClima. O sistema fornece informações e previsões, em tempo real, sobre chuvas, ventos e raios, permitindo antecipar riscos e direcionar os recursos necessários para cada região.
Em 2025, setembro, outubro e novembro registraram uma média mensal de 477.932 raios que atingiram o solo em Rondônia. O volume foi quase 400% superior à média mensal observada entre janeiro e agosto daquele ano.
Em 2026, o cenário já apresenta sinais de maior severidade. Entre janeiro e julho, a quantidade de raios que atingiram o solo cresceu 44% em comparação com o mesmo período de 2025, reforçando a necessidade de preparação para os próximos meses.
Segurança durante as tempestades
A Energisa reforça que somente profissionais capacitados, treinados e equipados adequadamente podem realizar intervenções na rede de distribuição. Qualquer ocorrência envolvendo fios, cabos, postes ou outros componentes do sistema elétrico deve ser comunicada imediatamente à concessionária.
Entre as principais orientações de segurança estão:
Nunca se aproximar de fios rompidos ou caídos. Mesmo que aparentem estar desligados, eles podem continuar energizados; Não tocar nem tentar retirar árvores, galhos, telhas ou outros objetos que estejam em contato ou próximos à rede elétrica; Ao identificar árvores, postes ou objetos sobre a rede, manter distância, orientar outras pessoas a não se aproximarem e comunicar imediatamente a Energisa; Durante tempestades, evitar áreas abertas e não permanecer próximo a árvores, postes, cercas metálicas ou outras estruturas que possam conduzir eletricidade; Sempre que for possível realizar o procedimento com segurança, retirar os aparelhos eletroeletrônicos das tomadas para reduzir o risco de danos provocados por raios; Nunca realizar podas ou reparos próximos à rede elétrica por conta própria.
Ocorrências na rede elétrica e casos de falta de energia podem ser informados pelos canais oficiais da Energisa: Central de Atendimento 24 horas, pelo 0800 647 0120; WhatsApp Gisa, pelo (69) 99358-9673; aplicativo Energisa On; ou pelo site www.energisa.com.br.
Uma investigação iniciada após a apreensão de 87 kg de maconha em Guajará-Mirim levou a Polícia Federal a cumprir três mandados de busca nesta sexta-feira (11), em Rondônia e no Amazonas. A Operação Conexão Amazônica apura tráfico interestadual de drogas e associação para o tráfico.
As buscas foram realizadas em um endereço de Guajará-Mirim e dois em Manaus.
A investigação começou em abril de 2025, após uma prisão em flagrante em Guajará-Mirim. Na ocasião, 87 kg de maconha eram transportados em um veículo alugado.
A análise do material recolhido naquele caso permitiu à PF identificar outros possíveis integrantes da rede investigada, com atuação no fornecimento de drogas e no apoio logístico ao tráfico.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho. Materiais apreendidos durante a operação serão analisados, enquanto a investigação continua para identificar outros envolvidos e definir as responsabilidades de cada um.
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) nesta sexta-feira (11), que negue o registro de candidatura de Rafael Bento Pereira, o “Rafael Fera”, a reeleição pelo Podemos. Em parecer, o órgão afirma que o decreto aprovado pela Câmara de Ariquemes em 2025 para anular a perda do mandato de vereador foi editado em “fraude à lei”, com a finalidade de afastar a inelegibilidade e viabilizar sua diplomação.
Rafael perdeu o mandato de vereador por meio do Decreto Legislativo nº 001/2023, da Câmara Municipal de Ariquemes. Posteriormente, a própria Casa aprovou o Decreto Legislativo nº 002/2025, anulando o ato anterior. Ao se manifestar no processo de registro, o candidato argumentou que o novo decreto afastou a causa de inelegibilidade. A Câmara informou à Justiça Eleitoral que o ato de 2025 permanece formalmente vigente.
A Procuradoria discorda. Para o órgão, a existência formal do novo decreto não impede que a Justiça Eleitoral examine as circunstâncias em que ele foi aprovado e verifique se houve tentativa de contornar uma norma eleitoral. O parecer afirma que é necessário considerar a finalidade efetiva do ato diante dos elementos que indicam que a deliberação foi direcionada à retirada do obstáculo que impedia a diplomação e o exercício do mandato por Rafael.
Projeto foi apresentado um dia após julgamento do STF
A cronologia é um dos principais fundamentos apresentados pela Procuradoria. Segundo o parecer, em 13 de março de 2025, o Supremo Tribunal Federal concluiu julgamento relacionado à distribuição das sobras eleitorais das eleições de 2022. O documento afirma que a decisão beneficiava diretamente o Podemos e Rafael, então primeiro suplente do partido para deputado federal, e que a própria legenda divulgou naquele dia que o resultado poderia levá-lo ao exercício do mandato.
No dia seguinte, um vereador filiado ao mesmo partido apresentou o projeto destinado a retirar do mundo jurídico justamente o decreto que havia formalizado a perda do mandato de Rafael. Para a Procuradoria, a proximidade entre os acontecimentos integra o conjunto de elementos que demonstra a finalidade eleitoral do novo ato.
O processo legislativo continuou mesmo após parecer da própria Procuradoria Legislativa da Câmara de Ariquemes advertir sobre a existência de uma ação anulatória e a necessidade de aguardar um pronunciamento definitivo da Justiça. Conforme o documento, os supostos vícios utilizados para justificar a anulação já haviam sido submetidos ao Judiciário sem reconhecimento da invalidade da cassação.
Comunicação coincidiu com retotalização
A PRE também destaca que, em 21 de maio daquele ano, mesma data da publicação de acórdão do STF, o vereador que apresentou o projeto solicitou que a Justiça Eleitoral fosse comunicada da anulação e fez referência expressa à necessidade de regularização da situação eleitoral de Rafael.
Depois, o ofício destinado a comunicar oficialmente a Justiça Eleitoral sobre a edição do decreto de 9 de junho de 2025, data em que, segundo o parecer, o TRE-RO realizou a sessão de retotalização dos votos e reconheceu Rafael como candidato a ser diplomado deputado federal. Para a Procuradoria, a sequência “não revela simples coincidência”.
O parecer afirma que a Câmara utilizou um mecanismo revestido de aparente legalidade — a anulação de um ato próprio — para “eliminar artificialmente uma causa de inelegibilidade” e assegurar a diplomação do candidato que havia perdido mandato eletivo. Para a PRE, o decreto de 2025 teve finalidade eleitoral específica.
Procuradoria quer decreto sem efeito para fins eleitorais
A Procuradoria pede que o TRE examine a questão dentro do próprio processo de registro e reconheça incidentalmente a fraude. Embora a Câmara tenha informado que o Decreto Legislativo nº 002/2025 continua formalmente vigente, a PRE argumenta que isso não obriga a Justiça Eleitoral a reconhecer os efeitos pretendidos pelo ato sobre a candidatura.
Os fatos relacionados à edição do decreto também são discutidos em uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) apresentada pela Procuradoria depois da diplomação de Rafael decorrente da retotalização das eleições de 2022. Segundo o parecer, o TRE-RO extinguiu essa ação sem analisar o mérito por reconhecer litispendência com outro processo. O recurso está no Tribunal Superior Eleitoral, onde a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou para que a litispendência seja afastada e a ação possa prosseguir.
Na conclusão, o MPE defende que o decreto de 2025 não tenha eficácia eleitoral para afastar a cassação anterior. Dessa forma, permaneceriam os efeitos do Decreto Legislativo nº 001/2023, que formalizou a perda do mandato de vereador, e Rafael continuaria alcançado pela causa de inelegibilidade apontada pela Procuradoria.
Estudar, se formar e depois fazer as malas porque não encontrou oportunidade em Rondônia. Para o candidato ao Senado Acir Gurgacz (PDT), essa é uma realidade que precisa mudar.
Acir chamou atenção para a saída de jovens que cresceram no Estado, estudaram, se qualificaram, mas acabam buscando emprego em outras regiões do país.
“Eles se formam aqui para trabalhar onde? Para trabalhar em outro Estado”, afirmou.
Para Acir, Rondônia precisa voltar a ser um lugar onde o jovem consiga enxergar futuro. Onde possa estudar, conseguir emprego, abrir seu próprio negócio, formar família e crescer sem precisar ir embora.
“Os jovens estão indo embora de Rondônia porque não têm emprego qualificado aqui. Isso não pode ser normal. Nós precisamos criar oportunidade para que quem nasceu aqui tenha motivos para ficar”, defendeu.
A proposta apresentada por Acir começa onde muita gente já trabalha: no campo, na pequena propriedade, na agricultura familiar e na produção local.
Ele defende fortalecer produtores, incentivar associações e cooperativas e ajudar Rondônia a transformar aqui mesmo aquilo que produz. A ideia é simples: produzir mais, vender melhor e fazer o dinheiro ficar no Estado, gerando emprego para quem está começando a vida e renda para quem já trabalha.