O patrimônio declarado pelos candidatos que disputam as eleições de 2026 em Rondônia já ultrapassa R$ 600 milhões. Levantamento realizados pelo RONDONIAGORA com base nos dados declarados à Justiça Eleitoral contabiliza R$ 601.480.031,99 em bens entre 397 candidaturas, das quais 338 possuem patrimônio acima de zero e 59 registram R$ 0,00.
A maior parcela está entre os candidatos a deputado estadual. Os 241 nomes contabilizados para o cargo somam R$ 244.454.481,96, equivalentes a 40,64% de todo o patrimônio declarado no estado. Entre eles, 197 informaram bens e 44 aparecem com R$ 0,00.
Na disputa para deputado federal, os 120 candidatos acumulam R$ 177.336.740,98, ou 29,48% do total. São 106 candidatos com patrimônio declarado e 14 com R$ 0,00. Somadas, as candidaturas a deputado estadual e federal concentram aproximadamente R$ 421,8 milhões em bens.
Outro volume expressivo aparece entre os candidatos a 1º suplente ao Senado. Os 8 nomes nessa disputa reúnem R$ 95.654.195,14, correspondentes a 15,90% do patrimônio geral. Os 6 candidatos ao Governo declararam juntos R$ 41.290.890,36, enquanto os 8 candidatos ao Senado somam R$ 27.135.882,62.
Entre os candidatos a vice-governador, o patrimônio conjunto chega a R$ 8.405.201,26. Os 8 candidatos a 2º suplente ao Senado acumulam R$ 7.202.639,67.
No levantamento individual, Francisco Raposo Jr. (PP), candidato a 1º suplente ao Senado, aparece com o maior patrimônio declarado até o momento: R$ 48.380.852,09.
A segunda colocação é de Ieda Chaves (União), candidata a deputada estadual, com R$ 34.583.352,29. Dr. Jaime Gazola (Pode), candidato a deputado federal, aparece em terceiro, com R$ 30.914.001,73.
Marcelo Lucas (PP), candidato a 1º suplente ao Senado, declarou R$ 30.792.411,54 e ocupa a quarta posição. Hildon Chaves (União), candidato ao Governo, vem logo depois, com R$ 30.330.625,02.
Completam os 10 maiores patrimônios Jaqueline Cassol (PSD), candidata a deputada federal, com R$ 16.342.081,49; Dr. Edson Aleotti (Pode), candidato a deputado estadual, com R$ 15.879.568,39; Márcia de Oliveira (PRD), candidata a deputada federal, com R$ 15.528.000,00; Delegado Lucas Torres (PL), candidato a deputado estadual, com R$ 15.271.957,23; e Acir Gurgacz (PDT), candidato ao Senado, com R$ 14.979.953,33. Clique aqui e confira as declarações de todos os candidatos
O deputado estadual Ismael Crispin (PP) deu a largada, neste domingo (16), à disputa pela reeleição e pela conquista do terceiro mandato na Assembleia Legislativa de Rondônia. O primeiro dia de campanha foi marcado por adesivaços em Vilhena, São Miguel do Guaporé e Porto Velho, mobilizando amigos, apoiadores e equipes em diferentes regiões do estado.
A agenda começou nas primeiras horas do dia em Vilhena, onde Ismael MP Crispin esteve presente acompanhando a mobilização e conversando com apoiadores. Ainda no município, o deputado prestigiou o lançamento do comitê da candidata ao Senado Silvia Cristina, ao lado do suplente ao Senado Marcelo Lucas, reforçando a união do grupo neste início de campanha.
De Vilhena, o deputado seguiu para São Miguel do Guaporé, onde participou de mais um grande adesivaço. A programação também marcou a inauguração do Comitê Central da campanha, que passa a ser um dos principais pontos de mobilização do projeto de reeleição.
Em Porto Velho, mesmo sem a presença de Ismael Crispin, a campanha também ganhou as ruas. O deputado foi representado pelo seu time, amigos e apoiadores, que realizaram a mobilização na capital e mostraram a força do grupo neste início de campanha.
Para Ismael Crispin, começar a disputa com atividades em três cidades simboliza a forma como construiu seus dois mandatos: com presença nos municípios, proximidade com a população e trabalho em diferentes regiões de Rondônia.
“Começamos essa caminhada como sempre fizemos o nosso mandato, perto das pessoas. Ver tantos amigos e apoiadores mobilizados, em diferentes regiões do nosso estado, mostra que não estamos caminhando sozinhos. Temos muito trabalho realizado e ainda muito a fazer pela nossa gente. Seguimos com fé em Deus, os pés no chão e muita disposição para trabalhar”, destacou Ismael Crispin.
Em busca da reeleição, Ismael Crispin disputa em 2026 a confiança dos rondonienses para chegar ao terceiro mandato como deputado estadual. A partir da largada deste domingo, a campanha seguirá com uma agenda de mobilizações e encontros em diferentes municípios do estado.
Boa parte das regras da Justiça Eleitoral sobre propaganda eleitoral foi alterada desde a última eleição geral, em 2022. Eleitores e candidatos devem estar atentos ao que pode ou não ser feito a partir deste domingo (16), data que marca o início da propaganda eleitoral, especialmente quanto à divulgação na internet e à inteligência artificial (IA).
É a partir de 16 de agosto que os candidatos podem pedir votos explicitamente, fazer lives que promovam a candidatura e organizar comícios. Contudo, apenas a partir de 28 de agosto começa a propaganda em rádio e televisão, permitida somente no horário eleitoral gratuito. As emissoras deverão reservar 70 minutos diários para inserções de 30 e 60 segundos, distribuídas ao longo do dia.
Desde 30 de junho, vêm entrando em vigor restrições graduais de divulgação, que buscam garantir uma disputa equilibrada. Primeiro, pré-candidatos foram proibidos de apresentar programas de TV ou de rádio. Depois, governos não puderam usar sites oficiais para fazer propaganda de seus atos — o chamado defeso eleitoral. Desde a semana passada, rádios e TVs não podem dar tratamento privilegiado a algum candidato, entre outras vedações.
Veja as regras válidas de 16 de agosto até as 22h do dia 3 de outubro, quando a propaganda se encerra, antes do primeiro turno:
Redes sociais
A propaganda paga na internet é vedada. No entanto, o candidato pode pagar às plataformas digitais para impulsionarem seus conteúdos, desde que não seja propaganda negativa, ou seja, pedido explícito para não votar em alguém, ofensa à honra de outro candidato, entre outros exemplos.
A Justiça Eleitoral poderá determinar, por solicitação do ofendido, a retirada de publicações que contenham ataques desse tipo. Quando se tratar de publicação de casos mais graves, a própria plataforma deve retirar o vídeo imediatamente, como no caso de notícias claramente falsas, discurso de ódio e conteúdo de IA fora do padrão da Justiça Eleitoral.
Já a propaganda não paga, em geral, pode ser veiculada por meio de blogs, redes sociais, aplicativos de mensagem, sites dos candidatos, entre outros meios. As peças devem mostrar claramente o número do CPF ou CNPJ da candidatura, além da expressão “Propaganda Eleitoral”, assim como ocorre nos panfletos e outros materiais gráficos.
Inteligência Artificial
É permitido o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral, desde que haja indicação clara de que se trata de IA. Isso vale para textos, áudios, vídeos e imagens. No entanto, esse tipo de divulgação será proibida nos três dias que antecedem as eleições e no dia seguinte ao pleito. É proibido o uso de deepfakes (conteúdos fraudulentos produzidos por IA de forma hiper-realista, com rostos e vozes manipuladas).
Veja aqui outras regras em geral sobre uso de redes sociais e IA nas Eleições de 2026.
Mensagens de celular
Os candidatos estão autorizados a enviar mensagens de aplicativo ou e-mails, sendo vedado o uso de telemarketing e disparos em massa. É preciso que o eleitor tenha consentido receber as mensagens e que tenha a opção de se descadastrar. Após o pedido, a exclusão deve ser realizada no prazo de até 48 horas.
Nas ruas
É proibido afixar qualquer tipo de propaganda eleitoral em locais públicos, jardins, árvores, muros e cercas. A vedação também vale para bens particulares aos quais a população em geral tenha acesso, como cinemas, clubes, comércios e igrejas. Quem colocar propaganda em outdoors pode pagar multa de R$ 5 mil a R$ 15 mil.
O uso do espaço público para distribuir folhetos, adesivos e santinhos de campanha é permitido, desde que não atrapalhe a movimentação do público. Os itens poderão ser entregues em vias públicas, praças, feiras livres e parques.
Comícios
Os comícios — reunião festiva a que comparecem apoiadores para ouvir discursos — só podem ocorrer entre 8h e meia-noite. A exceção é no comício de encerramento da campanha, que poderá ter prorrogação de duas horas.
O uso de trio elétrico é permitido somente em comícios. Carros de som ou minitrios podem ser usados em reuniões e em eventos que envolvam o deslocamento urbano, como carreatas, caminhada e passeatas. Aparelhos de som são permitidos entre 8h e meia-noite e não podem ficar a menos de 200 metros de hospitais, igrejas, teatros e outros locais do tipo.
O candidato não pode promover shows musicais para atrair o público aos comícios, ainda que gratuitamente ou pela internet — o chamado showmício. No entanto, ele pode discursar em show destinado a arrecadar recurso para a campanha, assim como o artista pode manifestar sua opinião política.
Debates
As rádios e televisões não são obrigadas a chamar todos os candidatos para um debate. No entanto, terão direito a participar os candidatos cujos partidos, federações ou coligações possuam pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional, independentemente de serem senadores ou deputados. As regras dos debates devem ser estabelecidas em acordo celebrado entre os partidos e a emissora, e devem ser comunicadas à Justiça Eleitoral.
A imprensa escrita pode veicular até dez anúncios eleitorais pagos, em datas diversas, com tamanho limitado. Também podem divulgar opinião favorável a determinado candidato, desde que não seja matéria paga e que seja sem excesso ou abuso.
Jurisprudência
Se a propaganda eleitoral só começa neste domingo (16), por que muitos parecem ter começado a fazer propaganda antes dessa data? É que a interpretação que a Justiça Eleitoral faz do que é propaganda se baseia em diversas regras previstas principalmente na Resolução 23.610, de 2019, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O tribunal, por exemplo, permite ao candidato ou pré-candidato pedir apoio político e divulgar ações que a pessoa pretende desenvolver, presencialmente ou em lives, mesmo antes do período de propaganda eleitoral. No entanto, só a partir de domingo poderá ser feito pedido explícito de voto. Os pré-candidatos podiam até impulsionar seus conteúdos em redes sociais, desde que os gastos fossem “moderados, proporcionais e transparentes”, entre outros critérios.
Além disso, a jurisprudência do TSE entende que a propaganda eleitoral antecipada pode ser implícita ou explícita.
O que pode e o que não pode na propaganda eleitoral
O candidato PODE:
Usar atendimento automático para conversar com eleitores, desde que informe que o conteúdo foi fabricado pela tecnologia;
Fazer parceria com influenciadores;
Distribuir camisas a cabos eleitorais, desde que não contenham elementos explícitos de propaganda eleitoral.
O candidato NÃO PODE:
Usar robôs ou meios não oferecidos pela rede social ou página de pesquisa para impulsionar o conteúdo;
Contratar pessoas para comentar e curtir publicações;
Fazer propaganda em site que não seja dele ou do partido.
Espalhar material de propaganda no local de votação ou nas vias próximas.
Usar trios elétricos, exceto em comícios.
Criar artificialmente estados mentais, emocionais ou passionais na opinião pública;
Promover rifa, sorteio ou vantagens pessoais de qualquer natureza.
O eleitor PODE:
Usar bandeiras, broches, dísticos, adesivos, camisetas e outros adornos.
Voluntariamente colocar adesivo em seu veículo, desde que tenha no máximo 0,5 metro quadrado.
O eleitor NÃO PODE:
Colocar bandeiras em imóveis, mesmo particulares;
Agir no ambiente de trabalho de modo que caracterize assédio eleitoral.
Como denunciar
Para combater irregularidades e crimes eleitorais, vários órgãos trabalham com canais de denúncia. O TSE conta com o Siade, uma ferramenta que possibilita o apontamento de fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados que possam interferir no processo eleitoral.
Denúncias também podem ser feitas aos Ministérios Públicos de cada estado.
O Senado também possui um serviço oficial de combate à desinformação. No Senado Verifica, uma equipe de jornalistas apura a veracidade de conteúdos relacionados à Casa e à atividade legislativa.
Qualquer pessoa pode enviar postagens duvidosas sobre o processo eleitoral e sobre as eleições para o Senado. As informações podem ser enviadas por WhatsApp (61) 98190-0601, pelo telefone 0800-061-2211, pelo e-mail senadoverifica@senado.leg.br ou por formulário de mensagem.
O eleitor também pode fazer denúncias pelo aplicativo gratuito Pardal Móvel. A ferramenta estará disponível a partir de 16 de agosto e permitirá que eleitores encaminhem denúncias diretamente aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), responsáveis pelo exercício do poder de polícia sobre a propaganda eleitoral.
O candidato a governador Expedito Netto (PT) usou o último dia do calendário eleitoral para anexar o Plano de Governo no pedido de registro de candidatura ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Suas metas estão baseadas nos relatórios do Tribunal de Contas de Rondônia. Ele fala em prioridades nos primeiros 100 dias em infraestrutura, saúde, entre outras áreas.
Mas a polêmica gira em torno da Companhia de Água e Esgotos de Rondônia (Caerd). Netto explica que o Marco Legal do saneamento (Lei 14.026/2020) exige universalização até 2033: 99% de água e 90% de esgoto, mas não fala em privatização. “O Marco Legal, porém, não impõe privatização — impõe comprovação de capacidade econômico-financeira para investir (Decreto 10.710/2021). Capacidade não se vende: se constrói. A CAERD é uma fazenda produtiva com o trator quebrado: privatizar é vender a fazenda por causa do trator. Nosso plano conserta o trator — e a fazenda continua da família”, explica o candidato no Plano de Governo.
Para pagar os R$ 1,58 bilhão de passivo da Caerd, Netto propõe alternativas: Adiantamento para Futuro Aumento de Capital (AFAC) do Tesouro para sanear o passivo, inclusive precatórios — aporte de capital, não operação de crédito; financiamento de longo prazo junto a BNDES, Caixa (FGTS — Saneamento Para Todos) e organismos multilaterais, com aval do Estado lastreado em contragarantias de recebíveis (LRF, arts. 32 a 40). O candidato critica a proposta do atual Governo em privatizar a Caerd as vésperas da eleição.