Em um ano marcado por eleições gerais decisivas — que elegerão desde deputados estaduais até o Presidente da República —, o Desembargador Daniel Ribeiro Lagos, Vice-Presidente e Corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), realizou uma visita oficial à região da Zona da Mata.
Em entrevista conduzida pela repórter Pollyana Martins para o site Floresta Notícias e para a Rádio 104 FM, o magistrado ressaltou o protagonismo político da região e convocou os cidadãos a exercerem a cidadania de forma plena e consciente.
“Não adianta ficar reclamando, batendo bumbo, batendo panela. Escolha o cara certo. E se o cara não cumpriu com o que prometeu, troca ele na próxima”, enfatizou o desembargador, lembrando que o mandato é de quatro anos e o poder emana do cidadão.
O Protagonismo Político da Zona da Mata
Durante o diálogo, o Desembargador definiu a Zona da Mata como um verdadeiro “celeiro de governadores” e uma região politicamente empoderada, que já teve representantes na presidência da Assembleia Legislativa e dois governadores do estado.
O magistrado reforçou que, por conta dessa força, a população precisa escolher com rigor os seus deputados e deputadas no parlamento, garantindo que estejam comprometidos com os investimentos públicos locais, como estradas para escoamento de produtos, comércio, saúde, transporte e educação de qualidade.
Lagos também propôs uma reflexão sobre o fomento à produção local, sugerindo a criação de parcerias entre o poder público e a iniciativa privada para a construção de silos graneleiros que possam fortalecer a economia regional.
Segundo dados levantados pelo magistrado, o orçamento público da região vem registrando um crescimento contínuo de 10% a 12% ao ano nos últimos 12 anos. Para ele, esse crescimento extraordinário deve retornar diretamente para os pequenos municípios, distritos e linhas.
Educação, Juventude e a Construção do Futuro
Ao ser questionado sobre a importância do voto dos jovens a partir de 16 anos, o Corregedor do TRE-RO destacou que o sucesso e a transformação social dependem de uma base educacional e de saúde sólidas. Ele incentivou a juventude a buscar formação superior de qualidade — seja na agronomia, veterinária ou genética — para aplicar esse conhecimento na própria região.
“A escola pública tem que ser sinônimo de qualidade. O processo educacional tem que ser revisto diariamente, diuturnamente, para formar pessoas com qualidade para ter sucesso na vida”, defendeu.
O desembargador concluiu reforçando que não existe um país rico ou uma comunidade feliz se o cidadão e a sua família não compartilharem dessa prosperidade de forma livre e confortável.
Presenças Ilustres na Comarca
A entrevista também contou com o registro de agradecimento da repórter Pollyana Martins às demais autoridades que acompanharam o magistrado nos estúdios da Rádio 104 FM durante a agenda em Alta Floresta. Entre os presentes, estavam:
Ao encerramento, o magistrado agradeceu a parceria com a imprensa local, classificando os meios de comunicação como a “perna longa” e o “braço longo” da Justiça Eleitoral para dialogar com os internautas e fortalecer a consciência do cidadão pleno.
A busca por carros destinados a pessoas com deficiência (PCD) tem crescido no Brasil, acompanhando avanços em acessibilidade, mudanças regulatórias e maior oferta de modelos no mercado. Mais do que atender a exigências legais, esses veículos precisam reunir características específicas que garantam autonomia, conforto e segurança ao condutor ou passageiro.
Embora não exista um único padrão que atenda a todos os perfis, alguns pontos são recorrentes na avaliação de um carro para PCD. Segundo análise da Zapay, entender essas características ajuda o consumidor a fazer escolhas mais alinhadas às suas necessidades e evita frustrações após a compra. Confira quatro principais:
1- Acessibilidade e facilidade de entrada
Um dos primeiros aspectos observados em carros PCD em 2026 é a facilidade de acesso ao interior do veículo. Altura do assento, abertura das portas e espaço para manobras fazem diferença no dia a dia, especialmente para quem utiliza cadeira de rodas ou possui mobilidade reduzida.
Modelos com portas mais largas e boa altura em relação ao solo costumam facilitar a entrada e saída. Bancos com regulagens manuais ou elétricas também contribuem para um ajuste mais preciso, permitindo que o motorista encontre uma posição confortável e segura ao volante.
No caso de passageiros com deficiência, o espaço interno e o porta-malas ganham importância, sobretudo quando há necessidade de transportar equipamentos auxiliares.
2- Transmissão automática e comandos adaptados
A presença de câmbio automático é uma das características mais comuns em veículos para PCD. Esse tipo de transmissão reduz o esforço físico e simplifica a condução, especialmente para pessoas com limitações nos membros inferiores ou superiores.
Além do câmbio, alguns modelos permitem a adaptação de comandos, como acelerador e freio manuais, inversão de pedais ou extensões de alavancas. Essas modificações devem ser feitas por empresas especializadas e registradas junto aos órgãos competentes, garantindo que o veículo esteja regularizado para circulação.
A escolha das adaptações depende diretamente da condição do usuário, o que reforça a importância de avaliação prévia antes da compra.
3- Direção, conforto e itens de segurança
A direção assistida, seja hidráulica ou elétrica, é outro item valorizado em carros para PCD. Ela reduz o esforço necessário para manobras e contribui para uma condução mais estável, principalmente em trajetos urbanos.
Recursos de conforto, como ar-condicionado, ajustes de banco e volante, também impactam a experiência ao volante. Embora não sejam exclusivos de veículos PCD, esses itens ajudam a tornar o uso diário menos cansativo.
No campo da segurança, sistemas como freios ABS, controle de estabilidade e airbags são considerados fundamentais. Eles não apenas atendem a normas de segurança, como também oferecem maior tranquilidade ao condutor e aos passageiros.
4- Documentação e compatibilidade com benefícios legais
Além das características físicas e técnicas, um carro para PCD precisa atender a critérios legais para se enquadrar nos benefícios previstos em lei. Isso inclui limites de valor do veículo, tipo de motorização e compatibilidade com as adaptações exigidas.
A documentação médica, laudos e registros das modificações fazem parte do processo e devem ser observados desde a escolha do modelo. Um veículo adequado do ponto de vista técnico, mas incompatível com as regras vigentes, pode gerar entraves burocráticos.
Por isso, muitas pessoas optam por modelos já conhecidos no segmento PCD, que costumam oferecer versões prontas para receber adaptações e atender às exigências legais.
Escolha que vai além do modelo
A definição de um carro para PCD envolve mais do que marca ou design. Trata-se de avaliar como o veículo se encaixa na rotina do usuário, respeitando suas limitações e oferecendo condições reais de mobilidade.
Ao considerar acessibilidade, comandos adequados, conforto e regularização, o consumidor amplia as chances de fazer uma escolha consciente. Em um mercado cada vez mais atento à diversidade de necessidades, compreender essas características é passo essencial para garantir segurança, autonomia e qualidade de vida no trânsito.